Resenha do texto: O Governo da Igreja
Jaciara da Silva
Introdução
Os lideres da igreja precisam ter sempre em mente, que é Deus o legítimo e único governo dela. Precisam manter a meta por Ele estabelecida, ou seja, que a igreja é uma comunidade de serviço, e que todos os seus membros são discípulos (alunos), Daquele que veio para servir e não para Ser servido.
O Governo da Igreja
O texto “O Governo da Igreja”, o autor Carlos Caldas nos apresenta os modelos que as denominações adotam para administrar: Congregacional, Episcopal, Presbiteriano e Misto. Sendo uma instituição a Igreja precisa de um governo, precisa ser administrada, porém cada modelo de governo acima apresentado tem pontos favoráveis e pontos problemáticos.
O apóstolo Paulo ao despedir-se da Igreja de Éfeso, demonstrou grande preocupação com a o futuro da comunidade cristã, tendo em vista as características de certos obreiros locais, e advertiu a Igreja de que na sua ausência se introduziram no meio dela, e seriam como lobos devoradores destruindo as ovelhas do rebanho de Cristo.
“Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.” (At. 20.29,30 - ARC).
O trabalho do pastor é vigiar (1 Pe. 5.8); admoestar (1 Ts 5.12); expor a Palavra para edificar (1 Tm. 4.6), ou seja, pastorear é guardar o rebanho dos perigos espirituais e mantê-lo alimentado de forma a desenvolver-lhe o crescimento e o amadurecimento espiritual.
Não importa a forma de modelo escolhida, sempre foi e continua sendo muito necessário que pastores com ministérios aprovados, experientes e com comunhão íntima com Deus, cuidem e alimente a Igreja, é lamentável não vermos isso com freqüência. O que vemos são lobos devoradores, que tiram a lã das ovelhas, não as abriga, nem as alimenta devidamente.
Esquecem-se que foram chamados para servir, e buscam poder. É uma politicagem desenfreada e sem escrúpulos por posição de liderança para agir ao seu bel prazer, trazendo destruição ao rebanho de Cristo, retrocesso ao reino de Deus entre a humanidade, e grande sofrimento aos servos fiéis que zelam por cumprir o “Ide” de Jesus.
Os autênticos líderes (pastores) da Igreja devem “gerar” filhos na fé, e com eles manterem a mesma relação de confiança, lealdade e colaboração que vemos entre Paulo e Timóteo; Paulo e Tito. O amor com que o apostolo Paulo zelava da Igreja, fazia com que ele preparasse obreiros para cuidar do rebanho. Infelizmente não vemos isso hoje, vemos lideres amantes de aduladores sem escrúpulos, como bem frisou Judas em sua epístola:
“Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros.” (Jd. 1.16 - ARA).
E Judas continua exortando que tais, trarão destruição e divisão ao rebanho:
Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito. (Jd. 1.17-19 - ARA).
Considerações finais
Não importa a forma escolhida para administrar a igreja, todas têm problemas, todas são passiveis de corrupção. A liderança eclesiástica deve ter sempre em mente que são servos, servos de Cristo e do rebanho a eles confiado. Ser servo e servir com alegria deve ser o alvo constante de cada líder, somente assim cumprirá com eficiência a função de ministro do evangelho de Cristo.
Referências bibliográficas
CALDAS, Carlos. Fundamentos da teologia da Igreja: O governo da Igreja. São Paulo; Editora Mundo Cristão, 2007, PP. 73-83.
MOUTINHO, Manuel da Silva. Ensino, Organização e Governo da Igreja. Portugal; Editora Letras d’Ouro, 2007.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
CPAD LIÇÃO 4 – COMO ENFRENTAR A OPOSIÇÃO Á OBRA DE DEUS
JOVENS E ADULTOS – CPAD
4º Trimestre de 2011
Tema: Neemias – Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato
LIÇÃO 4 – COMO ENFRENTAR A OPOSIÇÃO Á OBRA DE DEUS
Texto Bíblico: Neemias 3.1-3,6,13-15.
Texto Áureo:
“Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles” (Ne 4.9 – ARC).
OBJETIVOS
• Identificar a oposição ferrenha dos adversários de Neemias.
• Compreender a importância da união do povo de Deus diante da oposição.
• Saber que a oração e a vigilância devem ser prioridades na vida cristã.
INTRODUÇÃO
Um líder sendo orientado por Deus, não teme oposição. Ele sabe que a peleja não é dele, mas de Deus.
I. OPOSIÇÃO FERRENHA
“Sambalate, o horonita, e Tobias, o oficial amonita, ficaram muito irritados quando viram que havia gente interessada no bem dos israelitas.” (Ne 2.10 – NVI).
I. 1. A ira dos adversários
“E os nossos inimigos diziam: Antes que descubram qualquer coisa ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos matá-los e acabar com o trabalho deles.”(Ne 4.11 – NVI).
Para reconstruir os muros Neemias sofreu ataques inimigos.
Ao longo do relato da construção, há referências à oposição da Obra pelos povos vizinhos.
• Os arábicos eram liderados por Gesém (Ne 2.19), segundo estudiosos, era líder da federação árabe de Cedar, cujo território se estendia até o sul da Transjordãnia e da Palestina
• Os amonitas eram liderados por Tobias (Ne 2.19).
• Os asdoditas (Filisteu) provavelmente foram incitado por Sambalate, que governava Samaria.
Eles não queriam deixar Jerusalém ficar forte e próspera, e fizeram tudo que foi possível para intimidar o povo e impedir a obra:
Os ridicularizam (2.19)
Escarneceram (4.1,2)
Conspiração para atacar e criar confusão (4.7,8)
Usaram opressão interna, fruto de suas próprias iniqüidades (5.1-5)
Planejaram fazer mal a Neemias (6.1,2)
Criaram distração (6.4)
Espalharam difamações para instigar o medo (6.5-7)
Desenvolveram plano interno para desacreditar o líder (6.10)
Usaram relações secretas quando Tobias enviou cartas para assustar Neemias (6.18,19)
J. Stafford Wright comentando os relatos dos caps. 4 a 6.14 de Neemias, vê quatro maneiras como o povo de Deus é constantemente atacado
1. Com sarcasmo desencorajador (4.1-6)
2. Ataques que causam distração (6.4)
3. Desunião interna (5.1-19)
4. Falsas acusações (6.1-14)
Alguns estudiosos afirmam que Sambalate trouxe um exército de samaritanos a Jerusalém para zombar de Neemias e dos trabalhadores judeus. Apesar de todas essas armações dos inimigos, Neemias mantinha os olhos em Deus, e nós devemos fazer assim também.
II. INIMIGOS FORA E DESÂNIMO DENTRO
O termo para inimigos aqui, é o termo hebraico sar, que significa “causar dano”. A intenção de Sambalate, Tobias e Gesém eram causar grandes danos ao judeus.
Com tamanha oposição, era natural que o desanimo começasse a surgir no intimo do povo. Eram muitas insinuações, mentiras, zombarias. Diante das adversidades externas e internas, Neemias reagiu imediatamente:
• Com oração (4.9).
• Estando preparado para o ataque (4.9).
• Distribuiu o povo (4.13).
• Armou o povo (4.13).
Neemias colocou sua esperança em Deus, e essa certeza que irradiava de seu ser,através de mais atitudes do que palavras, convenciam os judeus a confiarem nele. Suas orações eram cotidianas, colocando diante de Deus suas preocupações, e pedindo auxilio, e Deus respondeu orientando-lhe em suas ações
Assim Neemias elaborou um plano:
• Metade trabalhava a outra metade vigiava (4.16).
• Os carregadores, uma mão com espada e a outra com a carga (4.17).
• Os edificadores traziam a espada na cinta (4.18).
• Todos estavam prontos (4.23).
• Vigiando (4.21).
• Não se descuidando (4.22-23). Ao que tudo indica muitos judeus não passavam as noites na cidade, mas voltavam para suas aldeias, e essa atitude além de tomar tempo precioso também fazia com que a cidade ficasse desprotegida à noite, e desta feita exposta aos ataques inimigos. Neemias então orienta o povo a ficar na cidade e trabalhar o dia e servir de guarda durante a noite.
• Sendo sábio (Ne 6.1-4).
São impressionantes as elaboradas defesas militares elaboradas pó Neemias, apesar de ter poucos recursos. Ao saber que os inimigos planejava ataques a cada região da cidade (4.11-12), Neemias colocou guardas armados em detrás do muro (4.13), nas partes mais baixa, onde não podiam ser vistos, para que pudessem neutralizar rapidamente o inimigo se tentasse escalar o muro.
Outros guardas aramados foram colocados sobre os muros, nos lugares mais altos, para que pudessem atrapalhar o inimigo jogando dardos e pedras. Também tomou o cuidado de coordenar as famílias, posicionando-as de forma a se ajudarem mutuamente, não somente suscitando um desejo maior de proteção mutua, como fortalecendo os laços fraternos e de comunhão.
CONCLUSÃO
Sejamos firmes! Neemias não confiava em sí mesmo, porém dizia: "O Deus do céu é quem nos dará bom êxito”.
A vontade de Deus é a nossa santificação, e de acordo com Pedro temos que adicionar à nossa fé a perseverança, não dê ouvidos ao inimigo, mas prossigamos fazendo a Obra de Deus , portanto, Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, levantemos e edifiquemo-nos Naquele que nos chamou, e não desanimemos, pois há brechas a serem fechadas, e inimigos a serem vencidos.
FONTES CONSULTADAS
• VINE, Dicionário. Editora CPAD – 3ª Edição/2003
• STRONG, Léxico de. – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
• RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
• Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
• Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
• Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
• Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
• Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
• Bíblia NVI. 9ª Edição. Editora Geográfica. São Paulo/SP, 2000.
• TÜNNERMANN, Rudi. As reformas de Neemias: a reconstruçao de Jerusalém e a reorganização de Judá. Editora Sinodal, São Paulo/SP, 2011
• COLLEY, Peter. Perseverança: a qualidade de um vencedor. Biblioteca 24 horas. São Paulo/SP, 1º Edição, 2011.
• BEACON. Comentário Bíblico Vl. 2. Editora CPAD, Rio de Janeiro/RJ, 1ª Edição, 2006.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
4º Trimestre de 2011
Tema: Neemias – Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato
LIÇÃO 4 – COMO ENFRENTAR A OPOSIÇÃO Á OBRA DE DEUS
Texto Bíblico: Neemias 3.1-3,6,13-15.
Texto Áureo:
“Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles” (Ne 4.9 – ARC).
OBJETIVOS
• Identificar a oposição ferrenha dos adversários de Neemias.
• Compreender a importância da união do povo de Deus diante da oposição.
• Saber que a oração e a vigilância devem ser prioridades na vida cristã.
INTRODUÇÃO
Um líder sendo orientado por Deus, não teme oposição. Ele sabe que a peleja não é dele, mas de Deus.
I. OPOSIÇÃO FERRENHA
“Sambalate, o horonita, e Tobias, o oficial amonita, ficaram muito irritados quando viram que havia gente interessada no bem dos israelitas.” (Ne 2.10 – NVI).
I. 1. A ira dos adversários
“E os nossos inimigos diziam: Antes que descubram qualquer coisa ou nos vejam, estaremos bem ali no meio deles; vamos matá-los e acabar com o trabalho deles.”(Ne 4.11 – NVI).
Para reconstruir os muros Neemias sofreu ataques inimigos.
Ao longo do relato da construção, há referências à oposição da Obra pelos povos vizinhos.
• Os arábicos eram liderados por Gesém (Ne 2.19), segundo estudiosos, era líder da federação árabe de Cedar, cujo território se estendia até o sul da Transjordãnia e da Palestina
• Os amonitas eram liderados por Tobias (Ne 2.19).
• Os asdoditas (Filisteu) provavelmente foram incitado por Sambalate, que governava Samaria.
Eles não queriam deixar Jerusalém ficar forte e próspera, e fizeram tudo que foi possível para intimidar o povo e impedir a obra:
Os ridicularizam (2.19)
Escarneceram (4.1,2)
Conspiração para atacar e criar confusão (4.7,8)
Usaram opressão interna, fruto de suas próprias iniqüidades (5.1-5)
Planejaram fazer mal a Neemias (6.1,2)
Criaram distração (6.4)
Espalharam difamações para instigar o medo (6.5-7)
Desenvolveram plano interno para desacreditar o líder (6.10)
Usaram relações secretas quando Tobias enviou cartas para assustar Neemias (6.18,19)
J. Stafford Wright comentando os relatos dos caps. 4 a 6.14 de Neemias, vê quatro maneiras como o povo de Deus é constantemente atacado
1. Com sarcasmo desencorajador (4.1-6)
2. Ataques que causam distração (6.4)
3. Desunião interna (5.1-19)
4. Falsas acusações (6.1-14)
Alguns estudiosos afirmam que Sambalate trouxe um exército de samaritanos a Jerusalém para zombar de Neemias e dos trabalhadores judeus. Apesar de todas essas armações dos inimigos, Neemias mantinha os olhos em Deus, e nós devemos fazer assim também.
II. INIMIGOS FORA E DESÂNIMO DENTRO
O termo para inimigos aqui, é o termo hebraico sar, que significa “causar dano”. A intenção de Sambalate, Tobias e Gesém eram causar grandes danos ao judeus.
Com tamanha oposição, era natural que o desanimo começasse a surgir no intimo do povo. Eram muitas insinuações, mentiras, zombarias. Diante das adversidades externas e internas, Neemias reagiu imediatamente:
• Com oração (4.9).
• Estando preparado para o ataque (4.9).
• Distribuiu o povo (4.13).
• Armou o povo (4.13).
Neemias colocou sua esperança em Deus, e essa certeza que irradiava de seu ser,através de mais atitudes do que palavras, convenciam os judeus a confiarem nele. Suas orações eram cotidianas, colocando diante de Deus suas preocupações, e pedindo auxilio, e Deus respondeu orientando-lhe em suas ações
Assim Neemias elaborou um plano:
• Metade trabalhava a outra metade vigiava (4.16).
• Os carregadores, uma mão com espada e a outra com a carga (4.17).
• Os edificadores traziam a espada na cinta (4.18).
• Todos estavam prontos (4.23).
• Vigiando (4.21).
• Não se descuidando (4.22-23). Ao que tudo indica muitos judeus não passavam as noites na cidade, mas voltavam para suas aldeias, e essa atitude além de tomar tempo precioso também fazia com que a cidade ficasse desprotegida à noite, e desta feita exposta aos ataques inimigos. Neemias então orienta o povo a ficar na cidade e trabalhar o dia e servir de guarda durante a noite.
• Sendo sábio (Ne 6.1-4).
São impressionantes as elaboradas defesas militares elaboradas pó Neemias, apesar de ter poucos recursos. Ao saber que os inimigos planejava ataques a cada região da cidade (4.11-12), Neemias colocou guardas armados em detrás do muro (4.13), nas partes mais baixa, onde não podiam ser vistos, para que pudessem neutralizar rapidamente o inimigo se tentasse escalar o muro.
Outros guardas aramados foram colocados sobre os muros, nos lugares mais altos, para que pudessem atrapalhar o inimigo jogando dardos e pedras. Também tomou o cuidado de coordenar as famílias, posicionando-as de forma a se ajudarem mutuamente, não somente suscitando um desejo maior de proteção mutua, como fortalecendo os laços fraternos e de comunhão.
CONCLUSÃO
Sejamos firmes! Neemias não confiava em sí mesmo, porém dizia: "O Deus do céu é quem nos dará bom êxito”.
A vontade de Deus é a nossa santificação, e de acordo com Pedro temos que adicionar à nossa fé a perseverança, não dê ouvidos ao inimigo, mas prossigamos fazendo a Obra de Deus , portanto, Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, levantemos e edifiquemo-nos Naquele que nos chamou, e não desanimemos, pois há brechas a serem fechadas, e inimigos a serem vencidos.
FONTES CONSULTADAS
• VINE, Dicionário. Editora CPAD – 3ª Edição/2003
• STRONG, Léxico de. – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
• RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
• Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
• Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
• Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
• Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
• Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
• Bíblia NVI. 9ª Edição. Editora Geográfica. São Paulo/SP, 2000.
• TÜNNERMANN, Rudi. As reformas de Neemias: a reconstruçao de Jerusalém e a reorganização de Judá. Editora Sinodal, São Paulo/SP, 2011
• COLLEY, Peter. Perseverança: a qualidade de um vencedor. Biblioteca 24 horas. São Paulo/SP, 1º Edição, 2011.
• BEACON. Comentário Bíblico Vl. 2. Editora CPAD, Rio de Janeiro/RJ, 1ª Edição, 2006.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
CPAD LIÇÃO 3 – APRENDENDO COM AS PORTAS DE JERUSALÉM
JOVENS E ADULTOS – CPAD
4º Trimestre 2011
Tema: Neemias – Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato
LIÇÃO 3 – APRENDENDO COM AS PORTAS DE JERUSALÉM
Texto Bíblico: Neemias 3.1-3,6,13-15.
Texto Áureo:
“Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Ne 4.6 – ARC)
Ao Mestre
Tendo em vista de que, na lição já está mencionando as portas de Jerusalém e seus significados, optei por apresentar-lhes por outro prisma. Partindo da leitura diária, iremos discorrer acerca da edificação espiritual do cristão.
Neemias 1.3,4 nos mostra quão grande impacto que a situação de Jerusalém causou neste servo de Deus: “E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo. E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.”
Além da miséria e desprezo, havia muros fendidos, portas queimadas a fogo. Como bem disse o comentarista da lição: “Nessas condições, Jerusalém tornava-se presa fácil para os inimigos. A única solução era reerguer as portas e reconstruir os muros, apesar do desconforto da crise”.
Assim como Jerusalém, nossas vidas devem ser edificadas em Cristo, é a única forma de não sermos presa fácil ao inimigo de nossas almas.
O v.3: “... as suas portas, queimadas a fogo”, segundo Wilhelm Geseinus, Hebrãisches und aramãiches Handwõrterbuch über das Atle Testament, p. 661, a tradução literal seria “rasgadas” tal como carne humana. Nesse sentido, temos de fechar esses rasgos, edificando-nos, afim de que não sejamos achados em miséria espiritual e a mercê do inimigo.
Neemias teve consciência da situação, por isso a noticia teve grande impacto em sua vida, logo que a ouviu, ele assentou-se, chorou e lamentou. Muitos fazem isso, mas não basta lamentar, temos de tomar uma atitude. Primeiro Neemias esteve jejuando e orando perante o Deus dos céus e em seguida tomou a decisão de se levantar, ir e edificar o que estava fendido.
Façamos como Neemias, oremos diante do Deus dos céus, mas também “levantemos-nos e edifiquemos e não estejamos mais em opróbrio” (2.17).
INTRODUÇÃO
O vocábulo edificar (gr. oikodome) é usado para expressar o sentido de crescimento espiritual e desenvolvimento do caráter dos crentes através do ensino da Palavra, e do serviço fiel ao Mestre. Esse substantivo grego é usado figurativamente no Novo Testamento, no sentido de edificação, ou seja, da promoção de um crescimento espiritual que nos aproxima mais do caráter de Cristo.
I. JESUS EDIFICA A SUA IGREJA
“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16.18 – ARC)
Neste texto, vemos que Jesus mais uma vez se afasta da multidão a fim de instruir os seus discípulos. Ele se encontrava em Cesaréia de Felipe (v. 13). Essa cidade havia sido construída por Felipe, filho de Herodes, o Grande e recebeu o nome de Cesaréia em honra ao imperador Tibério César. O antigo nome da cidade era Panéias, nome que sobrevive até aos dias atuais, como a moderna Banias.
Nas suas proximidades ainda existem penhascos que trazem as marcas do antigo culto ao deus Pan. Era um local muito apropriado para a confissão da divindade de Jesus aos seus discípulos. Seu ministério terreno havia chegado a um ponto crucial. O ministério público na Galiléia havia se encerrado e Sua jornada em direção ao Calvário logo seria iniciada. Jesus desejava compartilhar mais de Si com os discípulos, para que eles tivessem uma fé sólida em Sua missão como Messias a fim de que eles pudessem num futuro muito próximo levar adiante Seus ensinos, anunciando as Boas Novas de salvação.
É neste local de culto idólatra, que Jesus virando para os discípulos faz uma pergunta: “Quem dizem os homens ser o filho do homem?” (v.13), então Ele ouve dos discípulos várias respostas: João Batistas; Elias: Jeremias ou um dos profetas (v.14). Mas, o objetivo de Jesus ia além de uma pergunta e dessas respostas. Ele havia escolhido doze homens e passou três anos ensinando-lhes uma vocação – seguir a ELE. Estes discípulos presenciaram milagres, já haviam realizado uma jornada missionária, sempre estavam recebendo instrução particular, estavam mais que preparados para responder a indagação que Jesus faria a seguir:
“E vós, quem dizeis que eu sou?” (v.15). Em meio ao silencio dos demais, Pedro diz com convicção: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (v.16)
Essa confissão de Pedro não somente reconhece Jesus Cristo como o Messias esperado, como também Sua natureza divina. Jesus após explicar que foi Deus Pai, Quem revelou a Pedro, faz uma declaração: “... sobre esta Pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (v.18)
A afirmação de Jesus é que Ele edificaria a sua Igreja e as portas do inferno não iriam prevalecer. A edificação da Igreja não cabe a homem algum, é um trabalho exclusivo do Senhor. Nessa edificação Ele necessita de pedras para sua edificação, assim como no Velho Testamento para edificar o Templo havia a necessidade de pedras, assim também hoje há necessidade de pedras, só que agora são pedras vivas, a Igreja é edificada com pessoas, resgatadas do “lamaçal”, e santificadas, ou seja, purificadas com a lavagem da água pela Palavra (Ef 5.26).
Jesus edifica a sua Igreja quando Ele trabalha nas pedras. Quando o Senhor Jesus Cristo foi crucificado, ali nos fomos formados conforme afirmação em 1 Pedro 2.4,5 e Isaias 51.1, de acordo com essa afirmação devemos olhar para a Rocha da qual fomos extraídos isso está de acordo com Hebreus 12.2, Jesus é a Rocha para a qual devemos fixar nossos olhos, pois somente NELE somos nova criação (2 Co. 5.17).
Quando as rochas são colocadas nos seus devidos lugares, a função delas como Templo é de oferecer sacrifícios espirituais. Se não estivermos com nossos olhos fixos em Cristo e não o deixarmos trabalhar em nossas vidas, não poderemos estar bem ajustado e consolidado, para efetuar o aumento como diz em Efésios 4.16, é impossível haver um trabalhar de cada parte, se essas partes não estão esculpidas, lapidadas. Deixemos o nosso escultor Jesus Cristo nos preparar para a edificação da Sua Igreja, lapidando-nos de forma a sermos pedras vivas com perfeito “encaixe” (comunhão uns com os outros) para edificação do edifício espiritual (2 Co 5.1; Ef 2.21).
II. O PRUDENTE EDIFICA SOBRE A ROCHA
“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.” (Mt 7.24,25)
No final do sermão do monte, no evangelho de Mateus, o Senhor termina com uma exposição clara sobre edificação, mas de uma edificação individual, ou seja, da nossa responsabilidade, pois se trata de "sua casa" (1 Pe 2.5).
No sermão o Senhor Jesus expôs as bases do cristianismo, porém seus ouvintes teriam de fazer mais do que apenas ouvi-LO. O Senhor Jesus cita dois tipos de homens e faz uma comparação em relação à construção de uma casa. Um homem é prudente e outro insensato; tanto um como outro têm uma mesma característica: o de ouvir. Mas o que diferencia um do outro é que a realidade do ouvir está em colocar em prática aquilo que ouviu. E o que revela a aptidão de cada um, é o local onde é edificada a casa; uma na rocha e outra na areia. A casa é a nossa vida. Se ela for construída ou edificada de qualquer forma, nunca teremos segurança e estabilidade na vida. Viveremos sempre preocupados, inseguros, intimidados, ansiosos, porque nossos valores estarão trocados, nosso coração estará apenas na dimensão terrena. Rocha significa firmeza, solidez, estabilidade, uma vida com bases e alicerces bíblicos e visão para o alto.
Nesta atitude prática, o Espírito Santo nos conduz a edificar a casa no lugar certo, ou seja, na rocha. Esta passagem somente é comentada novamente no evangelho de Lucas, o qual descreve alguns detalhes que podemos salientar:
Aquele que vem
Ouve as minhas palavras
E as pratica
Edificar sobre a rocha, na época do ministério terreno de Jesus, não era tão fácil. Naquele tempo a humanidade não possuía recursos como britadeira ou dinamite. Cavar fundo na rocha resultaria em horas de trabalho árduo e provavelmente com uma talhadeira. Serviço que exigiria muita dedicação, determinação e perseverança.
Por essa razão que afirmo que uma vida “edificada na rocha” não se adquire através de um “relacionamento superficial” com Cristo, como muitos hoje dentro das igrejas mantêm. São crentes apenas no domingo à noite, para “louvar” e “receber e levar para casa a sua benção”.
Para ser edificado sobre a Rocha é necessário dedicação, determinação e perseverança diárias, para “cavarmos fundo e lançarmos os alicerces sobre a Rocha”. Spurgeon em um de seus escritos afirma: “Se formos fracos em nossa comunhão com Deus, seremos fracos em tudo”.
Dentro deste aspecto, o Senhor faz uma comparação. Nesta passagem é relatado que ir em direção a Ele, nos permite ouvir, mas não somente isso é suficiente, o resultado daquele que ouve está no fruto da sua reação, ou seja, colocar em prática, e com isso aprender a desfrutar e conhecer mais e mais a Cristo, nesse conhecimento crescente estaremos nos arraigando e sendo edificados NELE, como o apostolo Paulo escreveu aos colossenses:
“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai Nele, arraigados e edificados Nele e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, crescendo em ação de graças” (Cl 2.6,7)
III. EDIFICADOS SOBRE CRISTO“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” (Ef 2.19-22)
A epístola de Paulo aos Efésios nos traz grandes picos espirituais. Paulo ficou tempo suficiente em Éfeso para alicerçar os cristãos na Rocha. E neste texto em particular, o apóstolo lhes afirma que não são mais “estrangeiros” (gr. xenoi este termo grego denota visitantes estrangeiros sem direito na comunidade), nem “forasteiros” (gr. paroikoi, que denota residentes estrangeiros com direitos limitados e temporários turistas). Paulo enfatiza que todos os que mantêm uma relação com Deus na qualidade de ‘redimidos’, não são inferior aos judeus como povo peculiar de Javé, pois são “concidadãos dos Santos e da família de Deus” assim os cristãos compartilham de todos os direitos e privilégios do povo e família de Deus.
Segundo o cap. 2 de Éfesios, todos os que aceitam a Jesus como Salvador, possuem as seguintes características:
Estão em Cristo (v.13)
Estão perto de Deus através do sangue de Cristo (v.13)
Estão em paz com Deus (v.14)
Estão reconciliados com Deus (v.16)
São parte da igreja, corpo de Cristo (vv.15,16)
Estão aptos para ter acesso à presença de Deus (v.18)
São concidadãos dos céus (v.19)
Estão edificados sobre o verdadeiro fundamento – Cristo (v.20; 1 Co 3.11)
São morada (habitação) de Deus (v.22)
Se prestarmos atenção notaremos, que todos os que passam por uma genuína conversão, estão inseridos nos verbos estar e ser.
Os vocábulos gregos oikos e oikis são frequentemente usados no sentido literal de “casa” (Mt 2.11; 7.24-27; 9.7; Mc 7.30) e no sentido simples e metafórico de “família” (Mt 13.57; Mc 6.4; Jo 6.4; 4.53; 1 Co 1.16; 16.15; 2 Tm 1.16; etc.). O escritor aos Hebreus também usa o mesmo termo para ‘casa’: “mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.” (Hb 3.6 – ARC)
Paulo aos Efésios 2.19-22 mostra que as idéias que se contêm nos termos “casa de Deus” e “templo de Deus” naturalmente se complementam. Neste texto há nada menos que seis derivados de oikos (sem, porém, haver a própria palavra oikos) se empregam para descrever a realidade espiritual que deve haver entre os cristãos – a comunhão, a unidade.
Em várias passagens no N.T., os cristão são exortados a permitirem que sejam edificados como pedras espirituais para formarem uma casa espiritual [aikodomeõ] (1 Pe 2.4,5), afim de que possam apresentar sacrifícios espirituais para Deus como sacerdócio santo. É nesse prisma que os cristão são identificados como “casa de Deus”, Igreja do Deus vivo, pilar e baluarte da verdade (1 Tm 3.15)
Urge, portanto, a necessidade de nos edificarmos em Cristo.
O apóstolo Paulo em vários textos, usa termos que nos mostram que para tal posição é necessário um alicerce (1 Co 3.10-12; 2 Tm 2.19) firme – Cristo como pedra angular (At 4.11)
CONCLUSÃO
Aprendamos, portanto com a edificação dos muros e portas de Jerusalém. Devemos fechar as fendas, e não deixar as portas desguarnecidas, se não quisermos ser apanhados de surpresa pelo inimigo. Façamos agora uma reflexão: “Como está minha vida como casa e morada de Deus?”
Se o Espírito Santo te mostrar que “sua casa” está com os muros fendidos e as portas queimadas e rasgadas, faça como Neemias, lamente e chore prostrado em oração diante de Deus, levante-se e comece a edificar-se em Cristo, tendo em mente que edificar sobre a Rocha requer dedicação, determinação e perseverança diárias, para “cavarmos fundo e lançarmos os alicerces profundos”.
Lembre-se que o chamado de Neemias para servir a Deus é um acontecimento relatado como algo natural que acontece na vida de um servo (a) de Deus. Não há nada de “místico”, "esotérico” ou “extraordinário”. Ele estava no desenvolvimento de suas atividades quando Deus o chama para realizar uma grande obra. Ele não estava no Templo orando para que Deus lhe mostrasse a Sua vontade, não estava numa reunião de oração de muito "poder". Neemias estava na "cidadela de Susã desenvolvendo sua atividade profissional. Aqui, podemos estabelecer um paralelo, entre o chamado de Neemias, e o nosso próprio chamado.
Então levantemo-nos e edifiquemo-nos como edifício espiritual, morada de Deus, Igreja do Deus vivo, pilar e baluarte da verdade, antes que a trombeta soe e não haja tempo para fazer mais nada.
FONTES CONSULTADAS
• VINE, Dicionário. Editora CPAD – 3ª Edição/2003
• COENEN, Lothar; BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento
• STRONG, Léxico de. – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
• Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
• RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
• Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
• Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
• Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
• Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
• Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
• Bíblia de estudos Dake – Editora CPAD e Atos, Rio de Janeiro/RJ, edição 2009
• TÜNNERMANN, Rudi. As reformas de Neemias: a reconstruçao de Jerusalém e a reorganização de Judá. Editora Sinodal, São Paulo/SP, 2011
• COLLEY, Peter. Perseverança: a qualidade de um vencedor. Biblioteca 24 horas. São Paulo/SP, 1º Edição, 2011.
• BEACON. Comentário Bíblico Vl. 6. Editora CPAD, Rio de Janeiro/RJ, 1ª Edição, 2006,
• BEACON. Comentário Bíblico Vl. 9. Editora CPAD, Rio de Janeiro/RJ, 1ª Edição, 2006.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
4º Trimestre 2011
Tema: Neemias – Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato
LIÇÃO 3 – APRENDENDO COM AS PORTAS DE JERUSALÉM
Texto Bíblico: Neemias 3.1-3,6,13-15.
Texto Áureo:
“Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Ne 4.6 – ARC)
Ao Mestre
Tendo em vista de que, na lição já está mencionando as portas de Jerusalém e seus significados, optei por apresentar-lhes por outro prisma. Partindo da leitura diária, iremos discorrer acerca da edificação espiritual do cristão.
Neemias 1.3,4 nos mostra quão grande impacto que a situação de Jerusalém causou neste servo de Deus: “E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo. E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.”
Além da miséria e desprezo, havia muros fendidos, portas queimadas a fogo. Como bem disse o comentarista da lição: “Nessas condições, Jerusalém tornava-se presa fácil para os inimigos. A única solução era reerguer as portas e reconstruir os muros, apesar do desconforto da crise”.
Assim como Jerusalém, nossas vidas devem ser edificadas em Cristo, é a única forma de não sermos presa fácil ao inimigo de nossas almas.
O v.3: “... as suas portas, queimadas a fogo”, segundo Wilhelm Geseinus, Hebrãisches und aramãiches Handwõrterbuch über das Atle Testament, p. 661, a tradução literal seria “rasgadas” tal como carne humana. Nesse sentido, temos de fechar esses rasgos, edificando-nos, afim de que não sejamos achados em miséria espiritual e a mercê do inimigo.
Neemias teve consciência da situação, por isso a noticia teve grande impacto em sua vida, logo que a ouviu, ele assentou-se, chorou e lamentou. Muitos fazem isso, mas não basta lamentar, temos de tomar uma atitude. Primeiro Neemias esteve jejuando e orando perante o Deus dos céus e em seguida tomou a decisão de se levantar, ir e edificar o que estava fendido.
Façamos como Neemias, oremos diante do Deus dos céus, mas também “levantemos-nos e edifiquemos e não estejamos mais em opróbrio” (2.17).
INTRODUÇÃO
O vocábulo edificar (gr. oikodome) é usado para expressar o sentido de crescimento espiritual e desenvolvimento do caráter dos crentes através do ensino da Palavra, e do serviço fiel ao Mestre. Esse substantivo grego é usado figurativamente no Novo Testamento, no sentido de edificação, ou seja, da promoção de um crescimento espiritual que nos aproxima mais do caráter de Cristo.
I. JESUS EDIFICA A SUA IGREJA
“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16.18 – ARC)
Neste texto, vemos que Jesus mais uma vez se afasta da multidão a fim de instruir os seus discípulos. Ele se encontrava em Cesaréia de Felipe (v. 13). Essa cidade havia sido construída por Felipe, filho de Herodes, o Grande e recebeu o nome de Cesaréia em honra ao imperador Tibério César. O antigo nome da cidade era Panéias, nome que sobrevive até aos dias atuais, como a moderna Banias.
Nas suas proximidades ainda existem penhascos que trazem as marcas do antigo culto ao deus Pan. Era um local muito apropriado para a confissão da divindade de Jesus aos seus discípulos. Seu ministério terreno havia chegado a um ponto crucial. O ministério público na Galiléia havia se encerrado e Sua jornada em direção ao Calvário logo seria iniciada. Jesus desejava compartilhar mais de Si com os discípulos, para que eles tivessem uma fé sólida em Sua missão como Messias a fim de que eles pudessem num futuro muito próximo levar adiante Seus ensinos, anunciando as Boas Novas de salvação.
É neste local de culto idólatra, que Jesus virando para os discípulos faz uma pergunta: “Quem dizem os homens ser o filho do homem?” (v.13), então Ele ouve dos discípulos várias respostas: João Batistas; Elias: Jeremias ou um dos profetas (v.14). Mas, o objetivo de Jesus ia além de uma pergunta e dessas respostas. Ele havia escolhido doze homens e passou três anos ensinando-lhes uma vocação – seguir a ELE. Estes discípulos presenciaram milagres, já haviam realizado uma jornada missionária, sempre estavam recebendo instrução particular, estavam mais que preparados para responder a indagação que Jesus faria a seguir:
“E vós, quem dizeis que eu sou?” (v.15). Em meio ao silencio dos demais, Pedro diz com convicção: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (v.16)
Essa confissão de Pedro não somente reconhece Jesus Cristo como o Messias esperado, como também Sua natureza divina. Jesus após explicar que foi Deus Pai, Quem revelou a Pedro, faz uma declaração: “... sobre esta Pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (v.18)
A afirmação de Jesus é que Ele edificaria a sua Igreja e as portas do inferno não iriam prevalecer. A edificação da Igreja não cabe a homem algum, é um trabalho exclusivo do Senhor. Nessa edificação Ele necessita de pedras para sua edificação, assim como no Velho Testamento para edificar o Templo havia a necessidade de pedras, assim também hoje há necessidade de pedras, só que agora são pedras vivas, a Igreja é edificada com pessoas, resgatadas do “lamaçal”, e santificadas, ou seja, purificadas com a lavagem da água pela Palavra (Ef 5.26).
Jesus edifica a sua Igreja quando Ele trabalha nas pedras. Quando o Senhor Jesus Cristo foi crucificado, ali nos fomos formados conforme afirmação em 1 Pedro 2.4,5 e Isaias 51.1, de acordo com essa afirmação devemos olhar para a Rocha da qual fomos extraídos isso está de acordo com Hebreus 12.2, Jesus é a Rocha para a qual devemos fixar nossos olhos, pois somente NELE somos nova criação (2 Co. 5.17).
Quando as rochas são colocadas nos seus devidos lugares, a função delas como Templo é de oferecer sacrifícios espirituais. Se não estivermos com nossos olhos fixos em Cristo e não o deixarmos trabalhar em nossas vidas, não poderemos estar bem ajustado e consolidado, para efetuar o aumento como diz em Efésios 4.16, é impossível haver um trabalhar de cada parte, se essas partes não estão esculpidas, lapidadas. Deixemos o nosso escultor Jesus Cristo nos preparar para a edificação da Sua Igreja, lapidando-nos de forma a sermos pedras vivas com perfeito “encaixe” (comunhão uns com os outros) para edificação do edifício espiritual (2 Co 5.1; Ef 2.21).
II. O PRUDENTE EDIFICA SOBRE A ROCHA
“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.” (Mt 7.24,25)
No final do sermão do monte, no evangelho de Mateus, o Senhor termina com uma exposição clara sobre edificação, mas de uma edificação individual, ou seja, da nossa responsabilidade, pois se trata de "sua casa" (1 Pe 2.5).
No sermão o Senhor Jesus expôs as bases do cristianismo, porém seus ouvintes teriam de fazer mais do que apenas ouvi-LO. O Senhor Jesus cita dois tipos de homens e faz uma comparação em relação à construção de uma casa. Um homem é prudente e outro insensato; tanto um como outro têm uma mesma característica: o de ouvir. Mas o que diferencia um do outro é que a realidade do ouvir está em colocar em prática aquilo que ouviu. E o que revela a aptidão de cada um, é o local onde é edificada a casa; uma na rocha e outra na areia. A casa é a nossa vida. Se ela for construída ou edificada de qualquer forma, nunca teremos segurança e estabilidade na vida. Viveremos sempre preocupados, inseguros, intimidados, ansiosos, porque nossos valores estarão trocados, nosso coração estará apenas na dimensão terrena. Rocha significa firmeza, solidez, estabilidade, uma vida com bases e alicerces bíblicos e visão para o alto.
Nesta atitude prática, o Espírito Santo nos conduz a edificar a casa no lugar certo, ou seja, na rocha. Esta passagem somente é comentada novamente no evangelho de Lucas, o qual descreve alguns detalhes que podemos salientar:
Aquele que vem
Ouve as minhas palavras
E as pratica
Edificar sobre a rocha, na época do ministério terreno de Jesus, não era tão fácil. Naquele tempo a humanidade não possuía recursos como britadeira ou dinamite. Cavar fundo na rocha resultaria em horas de trabalho árduo e provavelmente com uma talhadeira. Serviço que exigiria muita dedicação, determinação e perseverança.
Por essa razão que afirmo que uma vida “edificada na rocha” não se adquire através de um “relacionamento superficial” com Cristo, como muitos hoje dentro das igrejas mantêm. São crentes apenas no domingo à noite, para “louvar” e “receber e levar para casa a sua benção”.
Para ser edificado sobre a Rocha é necessário dedicação, determinação e perseverança diárias, para “cavarmos fundo e lançarmos os alicerces sobre a Rocha”. Spurgeon em um de seus escritos afirma: “Se formos fracos em nossa comunhão com Deus, seremos fracos em tudo”.
Dentro deste aspecto, o Senhor faz uma comparação. Nesta passagem é relatado que ir em direção a Ele, nos permite ouvir, mas não somente isso é suficiente, o resultado daquele que ouve está no fruto da sua reação, ou seja, colocar em prática, e com isso aprender a desfrutar e conhecer mais e mais a Cristo, nesse conhecimento crescente estaremos nos arraigando e sendo edificados NELE, como o apostolo Paulo escreveu aos colossenses:
“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai Nele, arraigados e edificados Nele e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, crescendo em ação de graças” (Cl 2.6,7)
III. EDIFICADOS SOBRE CRISTO“Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” (Ef 2.19-22)
A epístola de Paulo aos Efésios nos traz grandes picos espirituais. Paulo ficou tempo suficiente em Éfeso para alicerçar os cristãos na Rocha. E neste texto em particular, o apóstolo lhes afirma que não são mais “estrangeiros” (gr. xenoi este termo grego denota visitantes estrangeiros sem direito na comunidade), nem “forasteiros” (gr. paroikoi, que denota residentes estrangeiros com direitos limitados e temporários turistas). Paulo enfatiza que todos os que mantêm uma relação com Deus na qualidade de ‘redimidos’, não são inferior aos judeus como povo peculiar de Javé, pois são “concidadãos dos Santos e da família de Deus” assim os cristãos compartilham de todos os direitos e privilégios do povo e família de Deus.
Segundo o cap. 2 de Éfesios, todos os que aceitam a Jesus como Salvador, possuem as seguintes características:
Estão em Cristo (v.13)
Estão perto de Deus através do sangue de Cristo (v.13)
Estão em paz com Deus (v.14)
Estão reconciliados com Deus (v.16)
São parte da igreja, corpo de Cristo (vv.15,16)
Estão aptos para ter acesso à presença de Deus (v.18)
São concidadãos dos céus (v.19)
Estão edificados sobre o verdadeiro fundamento – Cristo (v.20; 1 Co 3.11)
São morada (habitação) de Deus (v.22)
Se prestarmos atenção notaremos, que todos os que passam por uma genuína conversão, estão inseridos nos verbos estar e ser.
Os vocábulos gregos oikos e oikis são frequentemente usados no sentido literal de “casa” (Mt 2.11; 7.24-27; 9.7; Mc 7.30) e no sentido simples e metafórico de “família” (Mt 13.57; Mc 6.4; Jo 6.4; 4.53; 1 Co 1.16; 16.15; 2 Tm 1.16; etc.). O escritor aos Hebreus também usa o mesmo termo para ‘casa’: “mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.” (Hb 3.6 – ARC)
Paulo aos Efésios 2.19-22 mostra que as idéias que se contêm nos termos “casa de Deus” e “templo de Deus” naturalmente se complementam. Neste texto há nada menos que seis derivados de oikos (sem, porém, haver a própria palavra oikos) se empregam para descrever a realidade espiritual que deve haver entre os cristãos – a comunhão, a unidade.
Em várias passagens no N.T., os cristão são exortados a permitirem que sejam edificados como pedras espirituais para formarem uma casa espiritual [aikodomeõ] (1 Pe 2.4,5), afim de que possam apresentar sacrifícios espirituais para Deus como sacerdócio santo. É nesse prisma que os cristão são identificados como “casa de Deus”, Igreja do Deus vivo, pilar e baluarte da verdade (1 Tm 3.15)
Urge, portanto, a necessidade de nos edificarmos em Cristo.
O apóstolo Paulo em vários textos, usa termos que nos mostram que para tal posição é necessário um alicerce (1 Co 3.10-12; 2 Tm 2.19) firme – Cristo como pedra angular (At 4.11)
CONCLUSÃO
Aprendamos, portanto com a edificação dos muros e portas de Jerusalém. Devemos fechar as fendas, e não deixar as portas desguarnecidas, se não quisermos ser apanhados de surpresa pelo inimigo. Façamos agora uma reflexão: “Como está minha vida como casa e morada de Deus?”
Se o Espírito Santo te mostrar que “sua casa” está com os muros fendidos e as portas queimadas e rasgadas, faça como Neemias, lamente e chore prostrado em oração diante de Deus, levante-se e comece a edificar-se em Cristo, tendo em mente que edificar sobre a Rocha requer dedicação, determinação e perseverança diárias, para “cavarmos fundo e lançarmos os alicerces profundos”.
Lembre-se que o chamado de Neemias para servir a Deus é um acontecimento relatado como algo natural que acontece na vida de um servo (a) de Deus. Não há nada de “místico”, "esotérico” ou “extraordinário”. Ele estava no desenvolvimento de suas atividades quando Deus o chama para realizar uma grande obra. Ele não estava no Templo orando para que Deus lhe mostrasse a Sua vontade, não estava numa reunião de oração de muito "poder". Neemias estava na "cidadela de Susã desenvolvendo sua atividade profissional. Aqui, podemos estabelecer um paralelo, entre o chamado de Neemias, e o nosso próprio chamado.
Então levantemo-nos e edifiquemo-nos como edifício espiritual, morada de Deus, Igreja do Deus vivo, pilar e baluarte da verdade, antes que a trombeta soe e não haja tempo para fazer mais nada.
FONTES CONSULTADAS
• VINE, Dicionário. Editora CPAD – 3ª Edição/2003
• COENEN, Lothar; BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento
• STRONG, Léxico de. – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
• Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
• RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
• Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
• Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
• Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
• Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
• Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
• Bíblia de estudos Dake – Editora CPAD e Atos, Rio de Janeiro/RJ, edição 2009
• TÜNNERMANN, Rudi. As reformas de Neemias: a reconstruçao de Jerusalém e a reorganização de Judá. Editora Sinodal, São Paulo/SP, 2011
• COLLEY, Peter. Perseverança: a qualidade de um vencedor. Biblioteca 24 horas. São Paulo/SP, 1º Edição, 2011.
• BEACON. Comentário Bíblico Vl. 6. Editora CPAD, Rio de Janeiro/RJ, 1ª Edição, 2006,
• BEACON. Comentário Bíblico Vl. 9. Editora CPAD, Rio de Janeiro/RJ, 1ª Edição, 2006.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
CPAD LIÇÃO 2 – LIDERANÇA EM TEMPOS DE CRISE
JOVENS E ADULTOS – CPAD
4º Trimestre 2011
Tema: Neemias – Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato
LIÇÃO 2 – LIDERANÇA EM TEMPOS DE CRISE
Texto Bíblico: Neemias 2.11-18.
Texto Áureo:
“Então, lhes respondi e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém” (Ne 2.20 – ARC).
OBJETIVOS DA LIÇÃO
• Descrever as principais características da liderança de Neemias.
• Compreender os aspectos gerais da liderança de Neemias.
• Saber que Neemias possuía um plano bem elaborado para reconstruir Jerusalém.
INTRODUÇÃO
Segundo o relato de alguns estudiosos, um copeiro que desempenhava o serviço a Artaxerxs I, tinha responsabilidades que iam além da alimentação. Como tinha acesso direto ao rei, os copeiros gozavam de sua total confiança de modo a tornarem-se até mesmo seus confidentes. E por essa razão o oficio de copeiro podia ser combinado com outras importantes funções como: chanceler, responsável pela administração, encaminhar e selecionar pessoas para audiências com o rei, etc.
Neemias com certeza não somente gozava da total confiança do rei Artaxerxes, como demonstra possuir capacidade nata para administração, pois ao lermos o cap. 2.1-10 vemos que ao empreender a viagem para Jerusalém, Neemias não somente formulou um pedido oficial de ajuda como apresentou um plano para a reconstrução, pois já levou autorização para passagem bem como que o guarda da floresta fornecesse madeira de construção para as portas da cidadela do templo, para as muralhas da cidade, e para a casa onde iria morar (v.8). como um bom administrador Neemias planejava e elaborava com precisão as tarefas a serem executadas.
I. AS CARACTERISTICAS DE LIDERANÇA DE NEEMIAS
Neemias orou pelo sucesso de seu empreendimento, não apenas pedindo forças para lidar os problemas, contudo o sucesso pelo qual ele orou, não incluía vantagem pessoal, posição ou aclamação publico (como muitos fazem) – ele pediu pela obra de Deus por isso teve vitória.
Quatro meses depois, já no início da primavera, Neemias teve sua oportunidade de agir. O rei Artaxerxes percebeu a tristeza de seu copeiro, e perguntou o motivo.(2.1,2) Neemias explicou a sua preocupação com o povo em Jerusalém. Quando o rei ofereceu ajuda, Neemias orou (2.4) a Deus e fez seus pedidos ao rei:
o Licença para ir a Jerusalém para reedificar a cidade,
o Cartas para assegurar sua passagem pelas províncias no caminho,
o Autorização para o uso de madeiras da floresta na construção.
Pela bondade de Deus, o rei deu tudo que Neemias pediu, e este partiu para Jerusalém.
Porém, a grande função ocupada por Neemias foi a de governador por um tempo limitado (2.6,9; 3.7).
I. 1. Desafios para a administração de Neemias
O líder precisa primeiro entender os problemas antes de propor as soluções.vejamos os problemas enfrentados por Neemias:
Contexto social
Havia injustiça e exploração entre os próprios judeus (Ne 5.1-13):
1. Crescia a desigualdade entre as famílias;
2. Aumentava o desejo de lucro pessoal;
3. A volúpia do lucro também contaminava os sacerdotes.
4. O cenário de Jerusalém era desolador: miséria, humilhação, muralhas em ruínas, portas incendiadas.
Contexto religioso
O povo está confuso. A Pérsia imprimiu um novo ritmo administrativo e cultural: os valores religiosos dos judeus estão sendo questionados. A prática comercial dos persas prejudica a reconstrução e formação sócio-cultural do povo judeu. Por outro lado, há um conflito entre o povo da terra (os que não foram para o exílio) e os exilados que retornaram da Babilônia. Por isso entre o povo, havia falta de identidade de fé:
1. Assimilação de outras práticas religiosas;
2. Dificuldades com os casamentos mistos;
3. Alianças por interesses econômicos;
4. Radicalismos na prática religiosa:
Havia grandes desafios a serem vencidos, afim de que o povo fosse novamente reorganizado como nação, mas Neemias sabia que Aquele que o chamou e o trouxe até ali, o capacitaria para terminar a obra, desde que ele não se esmorecesse.
II. É HORA DE RECONSTRUIR
II. 1. A Vistoria da Obra (2.11-16)
Neemias chegou em Jerusalém sem fanfarra, ou seja, sem alarde, sem pompas, e esperou três dias antes de começar o seu trabalho.
O compromisso de Neemias pode ser notado em dois níveis diferente:
a) o compromisso vertical (com Deus- 2.12-18a)
De um lado podemos observar o quanto Neemias valorizava os encontros secretos com Deus sem fazer alarde ou propaganda para chamar à atenção sobre sua espiritualidade, do outro lado, a clareza com que Neemias percebe sua relação com Deus como aquele que “estivera” sempre com ele V.18a.
b) O compromisso horizontal (com os outros - 2.1-3,10)
Por outro lado, esse compromisso com Deus só encontra sentido para Neemias, na medida que serve para ajudar seus irmãos e concidadãos. A tarefa de liderar não era apenas um ato de cidadania, mas, sobretudo, o resultado do seu encontro com o Deus que sempre está atento ao clamor do seu povo (1.11), para levantar alguém que o possa liderar.
Ele saiu de noite, levando poucos homens, sem anunciar o seu propósito. Naquela noite, Neemias percorreu a cidade de Jerusalém, fazendo vistoria das muralhas. Antes de dar alguma orientação ao povo, ele precisava entender a situação. Ele não falou nada a ninguém... foi pessoalmente olhar o que estava acontecendo – ao invés de criticar os que lá estavam, foi ver os problemas.
E então depois de colher cuidadosamente as informações, considerou a situação e somente então apresentou um estratégia realista e coerente com a situação. Sigamos o exemplo de Neemias – antes de esboçar algo sobre alguma questão que venham te dizer – verifique, sem comentários, sem disse-me-disse.
Os problemas não se resolveram com comentários ou tediosas reuniões, mas com oração, desprendimento, ação e perseverança diante de Deus.
II. 2. O Apelo ao Povo (2.17-18)
Depois de terminar sua vistoria, Neemias falou com o povo e fez seus apelos.
“Então, lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio. Então, lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então, disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem.”
Ele falou sobre:
o O problema – a miséria do povo,
o A necessidade de agir para resolver o problema, e
o A dependência em Deus para alcançar a solução.
Para resolver qualquer problema espiritual, precisamos considerar as mesmas três coisas. A renovação espiritual frequentemente começa com a visão de uma pessoa. Deus levantou Neemias, e lhe dirigiu – ele compartilhou com entusiasmo e inspirou os lideres e o povo de Jerusalém a reconstruírem os muros.
Porque era tão importante reconstruir os muros? Resposta: Sem os muros não se havia separação dos inimigos, com os muros rachados a cidade estava sem proteção, os inimigos entravam e saiam a hora que queriam, seu paganismo, sua idolatria continuavam dentro dos muros de Jerusalém, Neemias então diz: “edifiquemos os muros e deixemos de ser vergonha.” (2.17).
Um líder deve ter clareza em suas palavras, ser transparente. Agindo assim com certeza terá resposta positiva aos apelos que fizer, pois seus liderados terão confiança em suas palavras.
CONCLUSÃO
O trabalho bem-sucedido no reino de Deus depende da nossa disposição e cooperação. Neemias não pretendeu fazer a obra sozinho. Precisou da cooperação do povo para edificar as muralhas. Os judeus se mostraram dispostos e começaram os seus preparativos para o trabalho de construção.
Hoje vivemos dias de grande individualismo dentro de nossas igrejas – onde cada qual quer fazer o que “acha” – oremos para que o SENHOR tire isso de nosso meio.
Como Igreja, somos um corpo – somos membros (órgãos) uns dos outros – e como tal não podemos viver para nós mesmo porque somos o Corpo de Cristo.
Não sejamos assim.
FONTES CONSULTADAS
•Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 48 - 2011 – CPAD
•Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
•Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
•Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
•Richards, Lawrence O. – Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
•Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
•Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
•Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
•Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
•Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
•Zuck , Roy B. - A Teologia do Antigo Testamento
•Tünnermann, Rudi – As reformas de Neemias: a reconstruçao de Jerusalém e a reorganização de Judá. Editora Sinodal, São Paulo/SP, 2011
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
4º Trimestre 2011
Tema: Neemias – Integridade e coragem em tempos de crise
Comentarista: Elinaldo Renovato
LIÇÃO 2 – LIDERANÇA EM TEMPOS DE CRISE
Texto Bíblico: Neemias 2.11-18.
Texto Áureo:
“Então, lhes respondi e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém” (Ne 2.20 – ARC).
OBJETIVOS DA LIÇÃO
• Descrever as principais características da liderança de Neemias.
• Compreender os aspectos gerais da liderança de Neemias.
• Saber que Neemias possuía um plano bem elaborado para reconstruir Jerusalém.
INTRODUÇÃO
Segundo o relato de alguns estudiosos, um copeiro que desempenhava o serviço a Artaxerxs I, tinha responsabilidades que iam além da alimentação. Como tinha acesso direto ao rei, os copeiros gozavam de sua total confiança de modo a tornarem-se até mesmo seus confidentes. E por essa razão o oficio de copeiro podia ser combinado com outras importantes funções como: chanceler, responsável pela administração, encaminhar e selecionar pessoas para audiências com o rei, etc.
Neemias com certeza não somente gozava da total confiança do rei Artaxerxes, como demonstra possuir capacidade nata para administração, pois ao lermos o cap. 2.1-10 vemos que ao empreender a viagem para Jerusalém, Neemias não somente formulou um pedido oficial de ajuda como apresentou um plano para a reconstrução, pois já levou autorização para passagem bem como que o guarda da floresta fornecesse madeira de construção para as portas da cidadela do templo, para as muralhas da cidade, e para a casa onde iria morar (v.8). como um bom administrador Neemias planejava e elaborava com precisão as tarefas a serem executadas.
I. AS CARACTERISTICAS DE LIDERANÇA DE NEEMIAS
Neemias orou pelo sucesso de seu empreendimento, não apenas pedindo forças para lidar os problemas, contudo o sucesso pelo qual ele orou, não incluía vantagem pessoal, posição ou aclamação publico (como muitos fazem) – ele pediu pela obra de Deus por isso teve vitória.
Quatro meses depois, já no início da primavera, Neemias teve sua oportunidade de agir. O rei Artaxerxes percebeu a tristeza de seu copeiro, e perguntou o motivo.(2.1,2) Neemias explicou a sua preocupação com o povo em Jerusalém. Quando o rei ofereceu ajuda, Neemias orou (2.4) a Deus e fez seus pedidos ao rei:
o Licença para ir a Jerusalém para reedificar a cidade,
o Cartas para assegurar sua passagem pelas províncias no caminho,
o Autorização para o uso de madeiras da floresta na construção.
Pela bondade de Deus, o rei deu tudo que Neemias pediu, e este partiu para Jerusalém.
Porém, a grande função ocupada por Neemias foi a de governador por um tempo limitado (2.6,9; 3.7).
I. 1. Desafios para a administração de Neemias
O líder precisa primeiro entender os problemas antes de propor as soluções.vejamos os problemas enfrentados por Neemias:
Contexto social
Havia injustiça e exploração entre os próprios judeus (Ne 5.1-13):
1. Crescia a desigualdade entre as famílias;
2. Aumentava o desejo de lucro pessoal;
3. A volúpia do lucro também contaminava os sacerdotes.
4. O cenário de Jerusalém era desolador: miséria, humilhação, muralhas em ruínas, portas incendiadas.
Contexto religioso
O povo está confuso. A Pérsia imprimiu um novo ritmo administrativo e cultural: os valores religiosos dos judeus estão sendo questionados. A prática comercial dos persas prejudica a reconstrução e formação sócio-cultural do povo judeu. Por outro lado, há um conflito entre o povo da terra (os que não foram para o exílio) e os exilados que retornaram da Babilônia. Por isso entre o povo, havia falta de identidade de fé:
1. Assimilação de outras práticas religiosas;
2. Dificuldades com os casamentos mistos;
3. Alianças por interesses econômicos;
4. Radicalismos na prática religiosa:
Havia grandes desafios a serem vencidos, afim de que o povo fosse novamente reorganizado como nação, mas Neemias sabia que Aquele que o chamou e o trouxe até ali, o capacitaria para terminar a obra, desde que ele não se esmorecesse.
II. É HORA DE RECONSTRUIR
II. 1. A Vistoria da Obra (2.11-16)
Neemias chegou em Jerusalém sem fanfarra, ou seja, sem alarde, sem pompas, e esperou três dias antes de começar o seu trabalho.
O compromisso de Neemias pode ser notado em dois níveis diferente:
a) o compromisso vertical (com Deus- 2.12-18a)
De um lado podemos observar o quanto Neemias valorizava os encontros secretos com Deus sem fazer alarde ou propaganda para chamar à atenção sobre sua espiritualidade, do outro lado, a clareza com que Neemias percebe sua relação com Deus como aquele que “estivera” sempre com ele V.18a.
b) O compromisso horizontal (com os outros - 2.1-3,10)
Por outro lado, esse compromisso com Deus só encontra sentido para Neemias, na medida que serve para ajudar seus irmãos e concidadãos. A tarefa de liderar não era apenas um ato de cidadania, mas, sobretudo, o resultado do seu encontro com o Deus que sempre está atento ao clamor do seu povo (1.11), para levantar alguém que o possa liderar.
Ele saiu de noite, levando poucos homens, sem anunciar o seu propósito. Naquela noite, Neemias percorreu a cidade de Jerusalém, fazendo vistoria das muralhas. Antes de dar alguma orientação ao povo, ele precisava entender a situação. Ele não falou nada a ninguém... foi pessoalmente olhar o que estava acontecendo – ao invés de criticar os que lá estavam, foi ver os problemas.
E então depois de colher cuidadosamente as informações, considerou a situação e somente então apresentou um estratégia realista e coerente com a situação. Sigamos o exemplo de Neemias – antes de esboçar algo sobre alguma questão que venham te dizer – verifique, sem comentários, sem disse-me-disse.
Os problemas não se resolveram com comentários ou tediosas reuniões, mas com oração, desprendimento, ação e perseverança diante de Deus.
II. 2. O Apelo ao Povo (2.17-18)
Depois de terminar sua vistoria, Neemias falou com o povo e fez seus apelos.
“Então, lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio. Então, lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então, disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem.”
Ele falou sobre:
o O problema – a miséria do povo,
o A necessidade de agir para resolver o problema, e
o A dependência em Deus para alcançar a solução.
Para resolver qualquer problema espiritual, precisamos considerar as mesmas três coisas. A renovação espiritual frequentemente começa com a visão de uma pessoa. Deus levantou Neemias, e lhe dirigiu – ele compartilhou com entusiasmo e inspirou os lideres e o povo de Jerusalém a reconstruírem os muros.
Porque era tão importante reconstruir os muros? Resposta: Sem os muros não se havia separação dos inimigos, com os muros rachados a cidade estava sem proteção, os inimigos entravam e saiam a hora que queriam, seu paganismo, sua idolatria continuavam dentro dos muros de Jerusalém, Neemias então diz: “edifiquemos os muros e deixemos de ser vergonha.” (2.17).
Um líder deve ter clareza em suas palavras, ser transparente. Agindo assim com certeza terá resposta positiva aos apelos que fizer, pois seus liderados terão confiança em suas palavras.
CONCLUSÃO
O trabalho bem-sucedido no reino de Deus depende da nossa disposição e cooperação. Neemias não pretendeu fazer a obra sozinho. Precisou da cooperação do povo para edificar as muralhas. Os judeus se mostraram dispostos e começaram os seus preparativos para o trabalho de construção.
Hoje vivemos dias de grande individualismo dentro de nossas igrejas – onde cada qual quer fazer o que “acha” – oremos para que o SENHOR tire isso de nosso meio.
Como Igreja, somos um corpo – somos membros (órgãos) uns dos outros – e como tal não podemos viver para nós mesmo porque somos o Corpo de Cristo.
Não sejamos assim.
FONTES CONSULTADAS
•Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 48 - 2011 – CPAD
•Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
•Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
•Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
•Richards, Lawrence O. – Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
•Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
•Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
•Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
•Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
•Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
•Zuck , Roy B. - A Teologia do Antigo Testamento
•Tünnermann, Rudi – As reformas de Neemias: a reconstruçao de Jerusalém e a reorganização de Judá. Editora Sinodal, São Paulo/SP, 2011
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
CPAD - LIÇÃO 13 – A PLENITUDE DO REINO DE DEUS
JOVENS E ADULTOS – CPAD
3º Trimestre 2011
Tema: A Missão Integral da Igreja – Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby
LIÇÃO 13 – A PLENITUDE DO REINO DE DEUS
Texto Bíblico: 2 Tm 3.14-17; Tt 2.1,7,10.
Texto Áureo: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará” (Is 11.1 – ARC).
OBJETIVOS DA LIÇÃO
•Compreender que a plenitude do Reino é a nossa bendita esperança.
•Saber que o Reino de Deus é uma sublime realidade.
•Conscientizar-se de que a efetivação do Reino se dará com a segunda vinda de Cristo.
INTRODUÇÃO
Na consumação de todas as coisas, Deus estabelecerá plenamente o seu Reino, onde estarão os salvos eternamente.
I. A PLENITUDE DO REINO
Nesta última lição do trimestre estudaremos sobre a plenitude do Reino de Deus na terra, que é uma esperança da Igreja. Embora Deus exerça o Seu poder e Sua soberania sobre tudo e sobre todos, podemos dizer que Seu reino aqui na terra ainda não está ocorrendo de maneira plena, pois, por causa do pecado e, principalmente, do livre arbítrio humano, nem todos se submetem ao seu senhorio. No entanto, no futuro, por ocasião da implantação do Reino Milenial, bem como no estado eterno e perfeito, após o Juízo Final, o Reino de Deus será universal e pleno.
Não há como negar que o pecado trouxe diversos prejuízos ao homem, principalmente o seu distanciamento do Criador. Quando Deus criou todas as coisas, viu tudo quanto tinha feito, e viu que era muito bom (Gn 1.31). Porém, a partir do capítulo três de Gênesis, quando o homem desobedeceu a Deus comendo do fruto que Ele havia proibido, a humanidade tornou-se destituída da glória de Deus (Rm 3.23). Mas Deus fez uma promessa afirmando que da semente da mulher, nasceria um que esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3.15). Assim, no Antigo Testamento, os israelitas aguardavam a bendita promessa da Vinda do Messias, também chamado Cristo (Mq 5.2; Mt 2.4-6; Jo 4.25). Ao vir a este mundo, o Senhor Jesus pregou a mensagem de um Reino presente (Mt 4.17,23; 6.33; 7.21; 13.43-47; Lc 17.21), mas também falou acerca da esperança de um Reino futuro (Mt 8.11; 19.14,23,24; 25.34; 26.29; Mc 10.14; Lc 14.15; Jo 3.3,5), onde o pecado e a morte serão aniquilados (I Co 15.55,56) e os salvos desfrutarão da plenitude do Reino.
II. BÊNÇÃOS RESERVADAS PARA OS SALVOS NA PLENITUDE DO REINO
Seria impossível descrever todas as bênçãos futuras nesse Reino. Enumeramos apenas algumas:
1.Os que dormiram em Cristo, ressuscitarão (I Co 15.52); 2.6 Estaremos para sempre com o Senhor (I Ts 4.17);
2.Os salvos serão arrebatados (I Co 15.52; I Ts 4.13-18); 2.7. Habitaremos na Nova Jerusalém (Ap 21.2);02/07/11
3.Seremos semelhantes a Cristo (I Jo 3.1,2) 2.8. Haverá um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1);
4.Teremos um corpo incorruptível (I Co 15.53); 2.9. Não haverá morte, nem pranto, nem dor (Ap 21.4);
5.Seremos galardoados por Cristo (Rm 14.10; 2 Co 5.10); 2.10. Estaremos livres de todo pecado (Ap 21.27; 22.15).
III. EVENTOS QUE OCORRERÃO NA PLENITUDE DO REINO
A plenitude do Reino de Deus dar-se-á após o rapto da igreja, por ocasião da primeira Fase da Segunda Vinda de Cristo. Vejamos, então, um breve resumo dos eventos escatológicos:
1.O Arrebatamento. A palavra “arrebatar” quer dizer “raptar”, “levar com ímpeto”, “arrancar”, “resgatar”, “tirar”. Para os crentes, significa o momento glorioso em que Jesus, levará a Sua Igreja para junto de Si. O arrebatamento dar-se-á "num abrir e fechar de olhos" (I Co 15.51,52), em dia e hora que não sabemos (Mt 24.44).
2.O Tribunal de Cristo. Ocorrerá nas regiões celestiais, por ocasião do arrebatamento, onde os salvos estarão presentes para a prestação de contas de suas obras, bem como para recebimento dos galardões (Rm 14.10; 2 Co 5.10).
3.As Bodas do Cordeiro. A expressão "Bodas do Cordeiro" define o encontro da noiva (a Igreja) com o seu noivo (Jesus), agora unidos para sempre. Será a celebração desse casamento, uma festa de grande alegria e glória (Ap 19.7).
4.A Grande Tribulação. Será o período de maior angústia da história da humanidade (Mt 24.22). Este período é denominado na Bíblia como o Dia do Senhor (Sf 1.14); o Dia de Angústia de Jacó (Jr 30.7), e Ira do Cordeiro (Ap 6.15-17). A Grande Tribulação terá início após o arrebatamento da Igreja. Logo, a Igreja de Cristo não estará na terra nesteperíodo (1 Ts 1.10; 5.9; Lc 21.35,36).
5.A Vinda de Jesus em Glória. Sete anos após o arrebatamento, o Senhor Jesus voltará visivelmente, na Segunda Fase da Sua Vinda (At 1.11; Mt 24.30) para ressuscitar os mártires da Grande Tribulação (Ap 13.15; 20.4); julgar as nações (Mt 25.31); prender Satanás (20.1,2) e implantar o Reino Milenial aqui na terra (Ap 20.3).
6.O Julgamento das Nações. O propósito deste julgamento será determinar quais as nações que terão parte no Milênio. Conforme Mt 25. 31-46, haverá três classes de nações nesse juízo: as nações ovelhas, que apoiarem a Israel; as nações bodes, são aquelas que perseguirem a Israel e adorarem ao Anticristo; e os irmãos, que são os israelitas (Mt 25.32,40). A base desse juízo é a maneria como essas nações tratarem a Israel no período da Grande Tribulação. As nações “bodes” serão lançadas no inferno (Mt 25.41,46). E, as nações “ovelhas” e os “irmãos” ingressarão no Milênio (Mt 25.34).
7.O Reino Milenial. O milênio é o maravilhoso reinado de Cristo na terra por mil anos (Ap 20.1-6). Jesus reinará sobre todas as nações. Seu reino será literal e universal, pois, todos os reinos do mundo estarão sob o senhorio de Cristo. Israel será uma bênção para o mundo (Is 26.7). Jerusalém será a sede do governo mundial (Is 2.3; 60.3; 66.2; Je 3.17).De Jerusalém sairão, tanto as diretrizes religiosas como as leis civis para o mundo. Neste período, a vida humana será prolongada como no princípio da história humana (Is 65.20,22; Zc 8.4). Haverá abundância de saúde para todos. Haverá muita fertilidade no gênero humano. Em Zc 8.5 diz que as praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão. Os óbitos serão reduzidos (Is 65.20). Haverá também mudanças no reino animal, e até a ferocidade deles será removida e eles não mais se atacarão ao homem e nem uns aos outros (Is 11.6-8; 65.25).
Durante o Milênio toda e qualquer oposição a Deus será neutralizada por Cristo (1 Co 15.24-26). Ele preparará a Terra para o estabelecimento do Reino Eterno de Cristo sob Deus, conforme a palavra divina em Lucas 1.32,33. A Forma de Governo, no milênio, será teocrática, isto é, Cristo reinará diretamente, através de seus representantes. A profecia inicial disto está em Gênesis 49.10. Outras referencias são Isaias 1.26 e Daniel 7.27. No Milênio, todos os reinos do mundo estarão sob o senhorio de Cristo. Cumprir-se-á em sua plenitude Filipenses 2.10,11: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Nesse Dia conheceremos a letra e a música da “Canção dos Reis da Terra”, cujo relato e tema estão no Salmo 138.4,5. Todos os reis e chefes de estado, sem exceção, cantarão essa canção. O Salmo 72.8-19 descreve com mais detalhes as glórias desse reino universal e teocrático de Cristo.
Com o estabelecimento do Milênio findará aqui na Terra toda e qualquer supremacia e predominância de nações, com exceção de Israel: “O Senhor será rei sobre a Terra; naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome” (Zc 14.9).
A Igreja integrará a administração de Cristo (1 Co 6.2; Ap 2.26,27), todavia o Milênio será um reino proeminentemente judaico. Jesus reinará sobre Israel através de seus apóstolos, conforme sua promessa feita em Mateus 19.28, e reinará sobre os gentios certamente através da Igreja.. As passagens de Ezequiel 34.23,24; 37.24-25; Jeremias 30:9; Oséias 3:5 indicando que Davi reinará, certamente, apontam para o grande Filho de Davi, como é chamado nos evangelhos o Senhor Jesus (ver Isaias 16.5 e Lucas 1.32,33).
8.O Juízo Final. Nesta ocasião, ressuscitarão os ímpios falecidos de todas as épocas, bem como os justos que morrerem no Milênio (Mt 10.28; Ap 20.11-15). Os livros do céu serão abertos e os mortos serão julgados pelo que está escrito nos livros (Ap 20.11,12). Será decidido, então, o destino final dos homens: salvação ou condenação eterna.
9.O Estado Eterno. Tem início, então, a eternidade. A Santa cidade de Jerusalém celestial descerá do céu (Ap 21.2,10). A igreja, em estado de glória e felicidade eterna estará para sempre com o Senhor Jesus por toda a eternidade (Ap 21.3) e não haverá mais pranto, nem morte e nem dor (Ap 21.3-5).
CONCLUSÃO
Após o arrebatamento da Igreja, terá início uma série de eventos, onde os salvos desfrutarão não só da plenitude do Reino de Deus, mas também, de muitas outras bênçãos espirituais. O Reino de Deus vem à humanidade como dádiva a quem não pode, não merece ter – vem agora – e virá “porque grande é o vosso galardão no céu” Mt 5.1; Lc 6.23).
Para ter acesso à esse privilégio eterno, a igreja deve cumprir a missão integral: a missão cultural e a grande comissão. Para tanto é importantíssimo nos propormos a agirmos o mais depressa possível, com:
1. Uma pregação fiel da Palavra de Deus, sem experiencialismos subjetivos;
2. Uma ênfase maior na vida piedosa responsável;
3. A redescoberta e o exercício fiel dos dons espirituais;
4. A busca por uma vida controlada pelo Espírito Santo (em todas as áreas);
5. Uma maior abertura para a discussão das questões sociais que afligem a sociedade.
Superadas essas barreiras, ou menos iniciados esses passos, a Igreja estará pronta para um envolvimento social responsável. Seus membros poderão envolver-se em serviços sociais produtivos e também estarão aptos para uma Ação Social responsável, através de uma influência positiva nas estruturas, capaz de transformá-las em instituições mais justas. Isso vai desde a participação em conselhos escolares, associações de bairro, conselhos consultivos, programas sociais voluntários, até uma participação política efetiva e responsável. Assim a Igreja será verdadeiramente Sal e Luz neste mundo. Haverá o resgate de milhares de vidas para o reino de Deus. E estaremos prontos para estar eternamente com o SENHOR.
FONTES CONSULTADAS
•Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 47 - 2011 – CPAD
•Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
•Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Editora Objetiva – 3º Edição – Rio de Janeiro, 2009.
•Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
•Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
•Richards, Lawrence O. – Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
•Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
•Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
•Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
•Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
•Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
•Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
•Richards, Lawrence O. – Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Editora CPAD
•Grudem, Wayne – Teologia Sistemática Atual e Exaustiva – Editora Vida Nova – Edição 1999
•Kloppenburg, Carlos José – Basiléia, o Reino de Deus – Editora Loyola – São Paulo/SP – 1997.
•SHELLEY, Bruce L. - A Igreja: O Povo de Deus - Edições Vida Nova.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
3º Trimestre 2011
Tema: A Missão Integral da Igreja – Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby
LIÇÃO 13 – A PLENITUDE DO REINO DE DEUS
Texto Bíblico: 2 Tm 3.14-17; Tt 2.1,7,10.
Texto Áureo: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará” (Is 11.1 – ARC).
OBJETIVOS DA LIÇÃO
•Compreender que a plenitude do Reino é a nossa bendita esperança.
•Saber que o Reino de Deus é uma sublime realidade.
•Conscientizar-se de que a efetivação do Reino se dará com a segunda vinda de Cristo.
INTRODUÇÃO
Na consumação de todas as coisas, Deus estabelecerá plenamente o seu Reino, onde estarão os salvos eternamente.
I. A PLENITUDE DO REINO
Nesta última lição do trimestre estudaremos sobre a plenitude do Reino de Deus na terra, que é uma esperança da Igreja. Embora Deus exerça o Seu poder e Sua soberania sobre tudo e sobre todos, podemos dizer que Seu reino aqui na terra ainda não está ocorrendo de maneira plena, pois, por causa do pecado e, principalmente, do livre arbítrio humano, nem todos se submetem ao seu senhorio. No entanto, no futuro, por ocasião da implantação do Reino Milenial, bem como no estado eterno e perfeito, após o Juízo Final, o Reino de Deus será universal e pleno.
Não há como negar que o pecado trouxe diversos prejuízos ao homem, principalmente o seu distanciamento do Criador. Quando Deus criou todas as coisas, viu tudo quanto tinha feito, e viu que era muito bom (Gn 1.31). Porém, a partir do capítulo três de Gênesis, quando o homem desobedeceu a Deus comendo do fruto que Ele havia proibido, a humanidade tornou-se destituída da glória de Deus (Rm 3.23). Mas Deus fez uma promessa afirmando que da semente da mulher, nasceria um que esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3.15). Assim, no Antigo Testamento, os israelitas aguardavam a bendita promessa da Vinda do Messias, também chamado Cristo (Mq 5.2; Mt 2.4-6; Jo 4.25). Ao vir a este mundo, o Senhor Jesus pregou a mensagem de um Reino presente (Mt 4.17,23; 6.33; 7.21; 13.43-47; Lc 17.21), mas também falou acerca da esperança de um Reino futuro (Mt 8.11; 19.14,23,24; 25.34; 26.29; Mc 10.14; Lc 14.15; Jo 3.3,5), onde o pecado e a morte serão aniquilados (I Co 15.55,56) e os salvos desfrutarão da plenitude do Reino.
II. BÊNÇÃOS RESERVADAS PARA OS SALVOS NA PLENITUDE DO REINO
Seria impossível descrever todas as bênçãos futuras nesse Reino. Enumeramos apenas algumas:
1.Os que dormiram em Cristo, ressuscitarão (I Co 15.52); 2.6 Estaremos para sempre com o Senhor (I Ts 4.17);
2.Os salvos serão arrebatados (I Co 15.52; I Ts 4.13-18); 2.7. Habitaremos na Nova Jerusalém (Ap 21.2);02/07/11
3.Seremos semelhantes a Cristo (I Jo 3.1,2) 2.8. Haverá um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1);
4.Teremos um corpo incorruptível (I Co 15.53); 2.9. Não haverá morte, nem pranto, nem dor (Ap 21.4);
5.Seremos galardoados por Cristo (Rm 14.10; 2 Co 5.10); 2.10. Estaremos livres de todo pecado (Ap 21.27; 22.15).
III. EVENTOS QUE OCORRERÃO NA PLENITUDE DO REINO
A plenitude do Reino de Deus dar-se-á após o rapto da igreja, por ocasião da primeira Fase da Segunda Vinda de Cristo. Vejamos, então, um breve resumo dos eventos escatológicos:
1.O Arrebatamento. A palavra “arrebatar” quer dizer “raptar”, “levar com ímpeto”, “arrancar”, “resgatar”, “tirar”. Para os crentes, significa o momento glorioso em que Jesus, levará a Sua Igreja para junto de Si. O arrebatamento dar-se-á "num abrir e fechar de olhos" (I Co 15.51,52), em dia e hora que não sabemos (Mt 24.44).
2.O Tribunal de Cristo. Ocorrerá nas regiões celestiais, por ocasião do arrebatamento, onde os salvos estarão presentes para a prestação de contas de suas obras, bem como para recebimento dos galardões (Rm 14.10; 2 Co 5.10).
3.As Bodas do Cordeiro. A expressão "Bodas do Cordeiro" define o encontro da noiva (a Igreja) com o seu noivo (Jesus), agora unidos para sempre. Será a celebração desse casamento, uma festa de grande alegria e glória (Ap 19.7).
4.A Grande Tribulação. Será o período de maior angústia da história da humanidade (Mt 24.22). Este período é denominado na Bíblia como o Dia do Senhor (Sf 1.14); o Dia de Angústia de Jacó (Jr 30.7), e Ira do Cordeiro (Ap 6.15-17). A Grande Tribulação terá início após o arrebatamento da Igreja. Logo, a Igreja de Cristo não estará na terra nesteperíodo (1 Ts 1.10; 5.9; Lc 21.35,36).
5.A Vinda de Jesus em Glória. Sete anos após o arrebatamento, o Senhor Jesus voltará visivelmente, na Segunda Fase da Sua Vinda (At 1.11; Mt 24.30) para ressuscitar os mártires da Grande Tribulação (Ap 13.15; 20.4); julgar as nações (Mt 25.31); prender Satanás (20.1,2) e implantar o Reino Milenial aqui na terra (Ap 20.3).
6.O Julgamento das Nações. O propósito deste julgamento será determinar quais as nações que terão parte no Milênio. Conforme Mt 25. 31-46, haverá três classes de nações nesse juízo: as nações ovelhas, que apoiarem a Israel; as nações bodes, são aquelas que perseguirem a Israel e adorarem ao Anticristo; e os irmãos, que são os israelitas (Mt 25.32,40). A base desse juízo é a maneria como essas nações tratarem a Israel no período da Grande Tribulação. As nações “bodes” serão lançadas no inferno (Mt 25.41,46). E, as nações “ovelhas” e os “irmãos” ingressarão no Milênio (Mt 25.34).
7.O Reino Milenial. O milênio é o maravilhoso reinado de Cristo na terra por mil anos (Ap 20.1-6). Jesus reinará sobre todas as nações. Seu reino será literal e universal, pois, todos os reinos do mundo estarão sob o senhorio de Cristo. Israel será uma bênção para o mundo (Is 26.7). Jerusalém será a sede do governo mundial (Is 2.3; 60.3; 66.2; Je 3.17).De Jerusalém sairão, tanto as diretrizes religiosas como as leis civis para o mundo. Neste período, a vida humana será prolongada como no princípio da história humana (Is 65.20,22; Zc 8.4). Haverá abundância de saúde para todos. Haverá muita fertilidade no gênero humano. Em Zc 8.5 diz que as praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão. Os óbitos serão reduzidos (Is 65.20). Haverá também mudanças no reino animal, e até a ferocidade deles será removida e eles não mais se atacarão ao homem e nem uns aos outros (Is 11.6-8; 65.25).
Durante o Milênio toda e qualquer oposição a Deus será neutralizada por Cristo (1 Co 15.24-26). Ele preparará a Terra para o estabelecimento do Reino Eterno de Cristo sob Deus, conforme a palavra divina em Lucas 1.32,33. A Forma de Governo, no milênio, será teocrática, isto é, Cristo reinará diretamente, através de seus representantes. A profecia inicial disto está em Gênesis 49.10. Outras referencias são Isaias 1.26 e Daniel 7.27. No Milênio, todos os reinos do mundo estarão sob o senhorio de Cristo. Cumprir-se-á em sua plenitude Filipenses 2.10,11: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Nesse Dia conheceremos a letra e a música da “Canção dos Reis da Terra”, cujo relato e tema estão no Salmo 138.4,5. Todos os reis e chefes de estado, sem exceção, cantarão essa canção. O Salmo 72.8-19 descreve com mais detalhes as glórias desse reino universal e teocrático de Cristo.
Com o estabelecimento do Milênio findará aqui na Terra toda e qualquer supremacia e predominância de nações, com exceção de Israel: “O Senhor será rei sobre a Terra; naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome” (Zc 14.9).
A Igreja integrará a administração de Cristo (1 Co 6.2; Ap 2.26,27), todavia o Milênio será um reino proeminentemente judaico. Jesus reinará sobre Israel através de seus apóstolos, conforme sua promessa feita em Mateus 19.28, e reinará sobre os gentios certamente através da Igreja.. As passagens de Ezequiel 34.23,24; 37.24-25; Jeremias 30:9; Oséias 3:5 indicando que Davi reinará, certamente, apontam para o grande Filho de Davi, como é chamado nos evangelhos o Senhor Jesus (ver Isaias 16.5 e Lucas 1.32,33).
8.O Juízo Final. Nesta ocasião, ressuscitarão os ímpios falecidos de todas as épocas, bem como os justos que morrerem no Milênio (Mt 10.28; Ap 20.11-15). Os livros do céu serão abertos e os mortos serão julgados pelo que está escrito nos livros (Ap 20.11,12). Será decidido, então, o destino final dos homens: salvação ou condenação eterna.
9.O Estado Eterno. Tem início, então, a eternidade. A Santa cidade de Jerusalém celestial descerá do céu (Ap 21.2,10). A igreja, em estado de glória e felicidade eterna estará para sempre com o Senhor Jesus por toda a eternidade (Ap 21.3) e não haverá mais pranto, nem morte e nem dor (Ap 21.3-5).
CONCLUSÃO
Após o arrebatamento da Igreja, terá início uma série de eventos, onde os salvos desfrutarão não só da plenitude do Reino de Deus, mas também, de muitas outras bênçãos espirituais. O Reino de Deus vem à humanidade como dádiva a quem não pode, não merece ter – vem agora – e virá “porque grande é o vosso galardão no céu” Mt 5.1; Lc 6.23).
Para ter acesso à esse privilégio eterno, a igreja deve cumprir a missão integral: a missão cultural e a grande comissão. Para tanto é importantíssimo nos propormos a agirmos o mais depressa possível, com:
1. Uma pregação fiel da Palavra de Deus, sem experiencialismos subjetivos;
2. Uma ênfase maior na vida piedosa responsável;
3. A redescoberta e o exercício fiel dos dons espirituais;
4. A busca por uma vida controlada pelo Espírito Santo (em todas as áreas);
5. Uma maior abertura para a discussão das questões sociais que afligem a sociedade.
Superadas essas barreiras, ou menos iniciados esses passos, a Igreja estará pronta para um envolvimento social responsável. Seus membros poderão envolver-se em serviços sociais produtivos e também estarão aptos para uma Ação Social responsável, através de uma influência positiva nas estruturas, capaz de transformá-las em instituições mais justas. Isso vai desde a participação em conselhos escolares, associações de bairro, conselhos consultivos, programas sociais voluntários, até uma participação política efetiva e responsável. Assim a Igreja será verdadeiramente Sal e Luz neste mundo. Haverá o resgate de milhares de vidas para o reino de Deus. E estaremos prontos para estar eternamente com o SENHOR.
FONTES CONSULTADAS
•Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 47 - 2011 – CPAD
•Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
•Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Editora Objetiva – 3º Edição – Rio de Janeiro, 2009.
•Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
•Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
•Richards, Lawrence O. – Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
•Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
•Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
•Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
•Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
•Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
•Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
•Richards, Lawrence O. – Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Editora CPAD
•Grudem, Wayne – Teologia Sistemática Atual e Exaustiva – Editora Vida Nova – Edição 1999
•Kloppenburg, Carlos José – Basiléia, o Reino de Deus – Editora Loyola – São Paulo/SP – 1997.
•SHELLEY, Bruce L. - A Igreja: O Povo de Deus - Edições Vida Nova.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
terça-feira, 13 de setembro de 2011
CPAD _ LIÇÃO 12 – A INTEGRIDADE DA DOUTRINA CRISTÃ
JOVENS E ADULTOS – CPAD
3º Trimestre 2011Tema: A Missão Integral da Igreja – Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby
LIÇÃO 12 – A INTEGRIDADE DA DOUTRINA CRISTÃ
Texto Bíblico: 2 Tm 3.14-17; Tt 2.1,7,10.
Texto Áureo:
“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17 – ARC).
OBJETIVOS DA LIÇÃO
• Compreender que a doutrina bíblica produz vida.
• Saber que na atualidade muitos resistem à sã doutrina.
• Conscientizar-se de que precisamos ser fiéis a sã doutrina.
INTRODUÇÃO
Uma das palavras mais difíceis de lidar com ela no meio dos “evangélicos” é “integridade”. Viver uma vida irrepreensível diante da sociedade e principalmente diante de Deus é algo que não atrai os modernos crentes do século XXI.
Definição
“Integridade” vem do latim “integritate”, significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, imparcial, brioso, pundonoroso, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade, o que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito. “integridade” na raiz significa “inteiro”. Um ser humano íntegro não se vende por situações momentâneas, infligindo as normas e leis, prejudicando alguém por um motivo fútil e incoerente. A moral de uma pessoa não tem preço e é indiscutível.
É imprescindível que a Igreja, como Corpo terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo, não somente ensine a doutrina cristã de forma integra, mas que a viva em seu dia a dia. Como demonstrar o poder e a integridade dessa doutrina que nossas ações e atitudes negam essa integridade?
I. O QUE É A DOUTRINA CRISTÃ?
A palavra doutrina significa “ensino ou instrução”. O termo deriva-se do grego “didache”
(Mt. 4.23; 9.35; Rm 12.7; 1Cor 4.17; 1 Tm 2.12); seu sinônimo comum é “didaskalia”(Mt. 15.9; Mc 7.7; Ef. 4.14; Col 2.22; 1 Tm 1.10; 2 Tm 4.3; Tt 1.9). Os dois termos expressam tanto o ato de ensino (sentido ativo) como aquilo que é ensinado (sentido passivo).
Denominamos doutrina cristã, um conjunto de ensinamentos que trata da fé cristã ortodoxa, ministrada a todo cristão, com o objetivo de instrução no caminho que deve trilhar, para bem servir a Deus e conseguir a salvação da alma. Desde os primórdios que a igreja foi caracterizada pela perseverança na doutrina (At 2.42). Por isso, ela pôde não apenas evangelizar, mas também, defender a doutrina, por que estava edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Ef. 2.20b).
Doutrina se refere aos ensinamentos expostos na Bíblia e que representam o alicerce, o sustentáculo de nossa fé. Se descuidarmos e desprezarmos as doutrinas, perderemos a nossa identidade como servos de Deus, como seguidores de Cristo, pois, muitos conceitos e comportamentos humanos se opõem frontalmente às verdades bíblicas. Por isso, o apóstolo Paulo diz: “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos nem à igreja de Deus” (1Co. 10.32).
Os bons costumes não geram a doutrina; mas, o ensino da doutrina bíblica produz a prática de bons hábitos e costumes. Além disso, o cristão deve compreender que a observância à doutrina bíblica produz crescimento espiritual (Ef. 4.14-15), pois o padrão é o ensino de Cristo (1 Tm. 6.3-4).
II. A INVERSÃO DE VALORES
A palavra “Integridade” aponta para plenitude, pureza, coerência, compromisso, etc., o inverso seria então fragmentado ou corrompido.
É necessário salientar que quando falta integridade na vida de uma pessoa ela passa a ter duas caras, o seu caráter e a sua conduta passam a ser ambíguos. a pessoa sem “integridade” vive de uma maneira na igreja, de outra na sociedade e de outra no trabalho. ela não possui equilíbrio nas suas posições. a Bíblia diz: “melhor é o pobre íntegro em sua conduta do que o rico perverso em seus caminhos” (Pv 28.6).
É importante frisar que a integridade não tem preço, cor, razão social ou nacionalidade. uma pessoa íntegra não anda preocupada, ela não precisa se valer dos famosos “jeitinhos” para se safar de situações inusitadas criada pela sua conduta.
Há pessoas que vivem contemporizando na tentativa de justificarem as coisas erradas que fazem, elas passam uma idéia de perfeição, mas basta uma maré mais alta e a vida do cidadão vem à tona, ele se expõe. Veja um exemplo: Um “crente” de uma grande igreja, pessoa considerada modelo pelos seus parceiros foi a uma lanchonete e lá pediu dois sanduíches. Solicitou que fossem embrulhados, pois iriam viajar e os consumiriam no trajeto. Quando pararam a uma distância confortável, o cidadão verificou que ao embrulhar, o garçom havia embrulhado R$ 1.200,00. Preocupado com o emprego do funcionário ele retornou para devolver o que havia encontrado. O gerente ficou tão espantado e feliz com o que via que disse:
- Vou chamar a televisão e os jornais e registrar o ocorrido. Vocês merecem uma matéria nas primeiras páginas. Vocês são pessoas “íntegras”!
Mas o homem, meio constrangido respondeu: – Oh! Não, não, não. Nem pense nisto. Não queremos nos expor a este ponto.
Inclinando-se na direção do gerente ele sussurrou: – Não quero foto ou algo semelhante nos jornais, pois a mulher que está comigo é casada com outro homem!!!
Esta é a situação de certos “evangélicos” hoje. Há honestidade em alguns aspectos, mas em outros é melhor manter escondido o que fazem. Para esses tais, a “integridade” é relativa e ocasional, ela depende de fatores, de oportunidades e de situações. Esse não é o evangelho que nosso Senhor Jesus Cristo ensinou.
É comum as pessoas, ao fim da vida, sentirem certo arrependimento quando dão conta de que não viveram de maneira “integra”, coerente com os valores que regem a Palavra de Deus. Muitas, ao final da vida, descobrem que influenciaram pela “mascara”, pela imagem que passaram ao longo da vida de alguém reto, mas que por detrás dos panos era outra coisa. Mas há ainda tempo para que o ser humano e em especial os “evangélicos” possam influenciar a sociedade tirando a máscara que carregam, sendo verdadeiros e íntegros em tudo. Vale lembrar que a integridade é o oposto da imagem. Integridade só existe quando a sua vida pessoal está em perfeita harmonia com a sua imagem publica. Na vida do crente passamos por situações que nos exigem esforço, desprendimento, coragem e desgaste emocional, mas são necessários para que possamos vencer. Deus permite que sejamos provados para que nos edifiquemos e nos fortaleçamos na nossa vida e na nossa confiança Nele. Ele nos criou para exercitarmos a nossa “integridade” na sua plenitude, mesmo que as situações e as circunstâncias nos desafiem a desistirmos
A integridade é um estado de força interior e de paz integral nós poderemos nos dar bem em nossa vida espiritual. Mas é preciso compromisso com a verdade. Precisamos ser completos em tudo, não apenas em algumas áreas específicas de nossa vida. Uma vida cristã estabelecida sobre a égide da Palavra de Deus exige que sejamos verdadeiros diante da sociedade e principalmente diante de Deus.
III. A NECESSIDADE DA DOUTRINA
III. 1. Precisamos conhecer a doutrina
Como podemos saber se estamos na luz, se não examinarmos nossos conceitos, nossas ações pela doutrina bíblica apresentada? “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Co. 13.5). Quando se expõe algo, nossa base não pode ser o julgamento próprio, mas, por meio da verdade, apresentada pela Bíblia Sagrada.
III. 2. Precisamos praticar a doutrina
A Palavra de Deus nos diz: “Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo. 13.17); “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm 3.13 ARA).
Ao concluir o “Sermão da Montanha”, Jesus falou acerca do que esperava daqueles que ouviram Seus extraordinários ensinos: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt. 7.24).
Observe que, de acordo com o ensino do Mestre, aqueles que ouvem e pratica, Jesus comparou ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; mas, aqueles que ouvem e não as praticam, Jesus os comprou ao homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia (Mt 7.24-27).
IV. A DOUTRINA CRISTÃ COMO UM SERVIÇO AO SENHOR
IV. 1. Na evangelização
Na exposição da mensagem do Evangelho é necessário ter convicção da verdade apresentada. Quando falamos de Cristo, da salvação, perdão, esperança futura, estamos apresentando um conteúdo doutrinário. A pessoa que compartilha o evangelho com alguém, na realidade, está afirmando em que o Evangelho difere de outras crenças. A forma da exposição do Evangelho faz diferença: “Porque o nosso evangelho não foi somente a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis fomos entre vós, por amor de vós” (1 Ts 1.5).
A razão do crescimento da igreja foi à cuidadosa exposição da palavra de Deus: “Assim, a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (At. 19.20).
IV. 2. Na instrução
Jesus, o maior Mestre que este mundo já conheceu (Jo 13.13), além de evangelizar, também se dedicou ao ensino (Mt 4.23). Semelhantemente, a Igreja Primitiva não se descuidava do ensino das Escrituras (At 5.42). Os apóstolos eram incansáveis no ensino das verdades cristãs (At 6.4; At. 20.20). Assim, o apóstolo Paulo ensinou em Antioquia (At 11.26); em Corinto, onde permaneceu por um ano e seis meses (At 18.11b); e, em Éfeso, permaneceu “por espaço de dois anos” (At. 19.10). Pedro também era perseverante no ensino (2 Pe 1.12)
“Mas de minha parte, esforçar-me-ei diligentemente por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo” (2 Pe. 1.15-ARA).
IV. 3. No combate aos falsos ensinos
A instrução bíblica deve ser ministrada não apenas para a edificação, mas também para refutar e combater os falsos ensinos. O apóstolo Paulo diz a Timóteo: “que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (1Tm. 4.2). Paulo conhecia a ação dos falsos mestres, que não se moldavam aos padrões bíblicos e sabia que muitos iriam seguir seus falsos ensinos.
Por isso, ele diz que viria um tempo em que muitos teriam “doutores conforme as suas próprias concupiscências” (2 Tm. 4.3). Por isso, Paulo recomenda a Tito que seja “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder, assim para exortar pelo reto ensino como para convencer os que contradizem” (Tt 1.9 – ARA). A palavra ensinada tanto instrui, como pode convencer os que abraçam ensinos heréticos; para tal, é necessário ser firme e perseverante na sã doutrina.
CONCLUSÃO
O cristão deve conhecer as bases de sua fé, pois, somente assim poderá transmiti-las. O mundo precisa ver em nossa vida a prática de ações que demonstrem nossa convicção de raízes profundas no evangelho. Os inimigos da Igreja Primitiva a contragosto declararam: “E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina” (At. 5.28). Que o Senhor nos ajude e que possamos alimentar nossos alunos “com as palavras da fé e da boa doutrina” (1 Tm. 4.6- ARA), conduzindo-os através de nosso exemplo pessoal a viver e não somente ouvir a Palavra de Deus.
FONTES CONSULTADAS•Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 47 - 2011 – CPAD
•Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
•Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Editora Objetiva – 3º Edição – Rio de Janeiro, 2009.
•Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
•Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
•Richards, Lawrence O. – Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
•Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
•Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
•Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
•Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
•Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
•Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
•Richards, Lawrence O. – Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Editora CPAD
•Grudem, Wayne – Teologia Sistemática Atual e Exaustiva – Editora Vida Nova – Edição 1999
•Kloppenburg, Carlos José – Basiléia, o Reino de Deus – Editora Loyola – São Paulo/SP – 1997.
•SHELLEY, Bruce L. - A Igreja: O Povo de Deus - Edições Vida Nova.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
3º Trimestre 2011Tema: A Missão Integral da Igreja – Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby
LIÇÃO 12 – A INTEGRIDADE DA DOUTRINA CRISTÃ
Texto Bíblico: 2 Tm 3.14-17; Tt 2.1,7,10.
Texto Áureo:
“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17 – ARC).
OBJETIVOS DA LIÇÃO
• Compreender que a doutrina bíblica produz vida.
• Saber que na atualidade muitos resistem à sã doutrina.
• Conscientizar-se de que precisamos ser fiéis a sã doutrina.
INTRODUÇÃO
Uma das palavras mais difíceis de lidar com ela no meio dos “evangélicos” é “integridade”. Viver uma vida irrepreensível diante da sociedade e principalmente diante de Deus é algo que não atrai os modernos crentes do século XXI.
Definição
“Integridade” vem do latim “integritate”, significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, imparcial, brioso, pundonoroso, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade, o que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito. “integridade” na raiz significa “inteiro”. Um ser humano íntegro não se vende por situações momentâneas, infligindo as normas e leis, prejudicando alguém por um motivo fútil e incoerente. A moral de uma pessoa não tem preço e é indiscutível.
É imprescindível que a Igreja, como Corpo terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo, não somente ensine a doutrina cristã de forma integra, mas que a viva em seu dia a dia. Como demonstrar o poder e a integridade dessa doutrina que nossas ações e atitudes negam essa integridade?
I. O QUE É A DOUTRINA CRISTÃ?
A palavra doutrina significa “ensino ou instrução”. O termo deriva-se do grego “didache”
(Mt. 4.23; 9.35; Rm 12.7; 1Cor 4.17; 1 Tm 2.12); seu sinônimo comum é “didaskalia”(Mt. 15.9; Mc 7.7; Ef. 4.14; Col 2.22; 1 Tm 1.10; 2 Tm 4.3; Tt 1.9). Os dois termos expressam tanto o ato de ensino (sentido ativo) como aquilo que é ensinado (sentido passivo).
Denominamos doutrina cristã, um conjunto de ensinamentos que trata da fé cristã ortodoxa, ministrada a todo cristão, com o objetivo de instrução no caminho que deve trilhar, para bem servir a Deus e conseguir a salvação da alma. Desde os primórdios que a igreja foi caracterizada pela perseverança na doutrina (At 2.42). Por isso, ela pôde não apenas evangelizar, mas também, defender a doutrina, por que estava edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Ef. 2.20b).
Doutrina se refere aos ensinamentos expostos na Bíblia e que representam o alicerce, o sustentáculo de nossa fé. Se descuidarmos e desprezarmos as doutrinas, perderemos a nossa identidade como servos de Deus, como seguidores de Cristo, pois, muitos conceitos e comportamentos humanos se opõem frontalmente às verdades bíblicas. Por isso, o apóstolo Paulo diz: “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos nem à igreja de Deus” (1Co. 10.32).
Os bons costumes não geram a doutrina; mas, o ensino da doutrina bíblica produz a prática de bons hábitos e costumes. Além disso, o cristão deve compreender que a observância à doutrina bíblica produz crescimento espiritual (Ef. 4.14-15), pois o padrão é o ensino de Cristo (1 Tm. 6.3-4).
II. A INVERSÃO DE VALORES
A palavra “Integridade” aponta para plenitude, pureza, coerência, compromisso, etc., o inverso seria então fragmentado ou corrompido.
É necessário salientar que quando falta integridade na vida de uma pessoa ela passa a ter duas caras, o seu caráter e a sua conduta passam a ser ambíguos. a pessoa sem “integridade” vive de uma maneira na igreja, de outra na sociedade e de outra no trabalho. ela não possui equilíbrio nas suas posições. a Bíblia diz: “melhor é o pobre íntegro em sua conduta do que o rico perverso em seus caminhos” (Pv 28.6).
É importante frisar que a integridade não tem preço, cor, razão social ou nacionalidade. uma pessoa íntegra não anda preocupada, ela não precisa se valer dos famosos “jeitinhos” para se safar de situações inusitadas criada pela sua conduta.
Há pessoas que vivem contemporizando na tentativa de justificarem as coisas erradas que fazem, elas passam uma idéia de perfeição, mas basta uma maré mais alta e a vida do cidadão vem à tona, ele se expõe. Veja um exemplo: Um “crente” de uma grande igreja, pessoa considerada modelo pelos seus parceiros foi a uma lanchonete e lá pediu dois sanduíches. Solicitou que fossem embrulhados, pois iriam viajar e os consumiriam no trajeto. Quando pararam a uma distância confortável, o cidadão verificou que ao embrulhar, o garçom havia embrulhado R$ 1.200,00. Preocupado com o emprego do funcionário ele retornou para devolver o que havia encontrado. O gerente ficou tão espantado e feliz com o que via que disse:
- Vou chamar a televisão e os jornais e registrar o ocorrido. Vocês merecem uma matéria nas primeiras páginas. Vocês são pessoas “íntegras”!
Mas o homem, meio constrangido respondeu: – Oh! Não, não, não. Nem pense nisto. Não queremos nos expor a este ponto.
Inclinando-se na direção do gerente ele sussurrou: – Não quero foto ou algo semelhante nos jornais, pois a mulher que está comigo é casada com outro homem!!!
Esta é a situação de certos “evangélicos” hoje. Há honestidade em alguns aspectos, mas em outros é melhor manter escondido o que fazem. Para esses tais, a “integridade” é relativa e ocasional, ela depende de fatores, de oportunidades e de situações. Esse não é o evangelho que nosso Senhor Jesus Cristo ensinou.
É comum as pessoas, ao fim da vida, sentirem certo arrependimento quando dão conta de que não viveram de maneira “integra”, coerente com os valores que regem a Palavra de Deus. Muitas, ao final da vida, descobrem que influenciaram pela “mascara”, pela imagem que passaram ao longo da vida de alguém reto, mas que por detrás dos panos era outra coisa. Mas há ainda tempo para que o ser humano e em especial os “evangélicos” possam influenciar a sociedade tirando a máscara que carregam, sendo verdadeiros e íntegros em tudo. Vale lembrar que a integridade é o oposto da imagem. Integridade só existe quando a sua vida pessoal está em perfeita harmonia com a sua imagem publica. Na vida do crente passamos por situações que nos exigem esforço, desprendimento, coragem e desgaste emocional, mas são necessários para que possamos vencer. Deus permite que sejamos provados para que nos edifiquemos e nos fortaleçamos na nossa vida e na nossa confiança Nele. Ele nos criou para exercitarmos a nossa “integridade” na sua plenitude, mesmo que as situações e as circunstâncias nos desafiem a desistirmos
A integridade é um estado de força interior e de paz integral nós poderemos nos dar bem em nossa vida espiritual. Mas é preciso compromisso com a verdade. Precisamos ser completos em tudo, não apenas em algumas áreas específicas de nossa vida. Uma vida cristã estabelecida sobre a égide da Palavra de Deus exige que sejamos verdadeiros diante da sociedade e principalmente diante de Deus.
III. A NECESSIDADE DA DOUTRINA
III. 1. Precisamos conhecer a doutrina
Como podemos saber se estamos na luz, se não examinarmos nossos conceitos, nossas ações pela doutrina bíblica apresentada? “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Co. 13.5). Quando se expõe algo, nossa base não pode ser o julgamento próprio, mas, por meio da verdade, apresentada pela Bíblia Sagrada.
III. 2. Precisamos praticar a doutrina
A Palavra de Deus nos diz: “Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo. 13.17); “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm 3.13 ARA).
Ao concluir o “Sermão da Montanha”, Jesus falou acerca do que esperava daqueles que ouviram Seus extraordinários ensinos: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt. 7.24).
Observe que, de acordo com o ensino do Mestre, aqueles que ouvem e pratica, Jesus comparou ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; mas, aqueles que ouvem e não as praticam, Jesus os comprou ao homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia (Mt 7.24-27).
IV. A DOUTRINA CRISTÃ COMO UM SERVIÇO AO SENHOR
IV. 1. Na evangelização
Na exposição da mensagem do Evangelho é necessário ter convicção da verdade apresentada. Quando falamos de Cristo, da salvação, perdão, esperança futura, estamos apresentando um conteúdo doutrinário. A pessoa que compartilha o evangelho com alguém, na realidade, está afirmando em que o Evangelho difere de outras crenças. A forma da exposição do Evangelho faz diferença: “Porque o nosso evangelho não foi somente a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis fomos entre vós, por amor de vós” (1 Ts 1.5).
A razão do crescimento da igreja foi à cuidadosa exposição da palavra de Deus: “Assim, a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (At. 19.20).
IV. 2. Na instrução
Jesus, o maior Mestre que este mundo já conheceu (Jo 13.13), além de evangelizar, também se dedicou ao ensino (Mt 4.23). Semelhantemente, a Igreja Primitiva não se descuidava do ensino das Escrituras (At 5.42). Os apóstolos eram incansáveis no ensino das verdades cristãs (At 6.4; At. 20.20). Assim, o apóstolo Paulo ensinou em Antioquia (At 11.26); em Corinto, onde permaneceu por um ano e seis meses (At 18.11b); e, em Éfeso, permaneceu “por espaço de dois anos” (At. 19.10). Pedro também era perseverante no ensino (2 Pe 1.12)
“Mas de minha parte, esforçar-me-ei diligentemente por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo” (2 Pe. 1.15-ARA).
IV. 3. No combate aos falsos ensinos
A instrução bíblica deve ser ministrada não apenas para a edificação, mas também para refutar e combater os falsos ensinos. O apóstolo Paulo diz a Timóteo: “que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (1Tm. 4.2). Paulo conhecia a ação dos falsos mestres, que não se moldavam aos padrões bíblicos e sabia que muitos iriam seguir seus falsos ensinos.
Por isso, ele diz que viria um tempo em que muitos teriam “doutores conforme as suas próprias concupiscências” (2 Tm. 4.3). Por isso, Paulo recomenda a Tito que seja “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder, assim para exortar pelo reto ensino como para convencer os que contradizem” (Tt 1.9 – ARA). A palavra ensinada tanto instrui, como pode convencer os que abraçam ensinos heréticos; para tal, é necessário ser firme e perseverante na sã doutrina.
CONCLUSÃO
O cristão deve conhecer as bases de sua fé, pois, somente assim poderá transmiti-las. O mundo precisa ver em nossa vida a prática de ações que demonstrem nossa convicção de raízes profundas no evangelho. Os inimigos da Igreja Primitiva a contragosto declararam: “E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina” (At. 5.28). Que o Senhor nos ajude e que possamos alimentar nossos alunos “com as palavras da fé e da boa doutrina” (1 Tm. 4.6- ARA), conduzindo-os através de nosso exemplo pessoal a viver e não somente ouvir a Palavra de Deus.
FONTES CONSULTADAS•Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 47 - 2011 – CPAD
•Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
•Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Editora Objetiva – 3º Edição – Rio de Janeiro, 2009.
•Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
•Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
•Richards, Lawrence O. – Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
•Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
•Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
•Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
•Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
•Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
•Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
•Richards, Lawrence O. – Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Editora CPAD
•Grudem, Wayne – Teologia Sistemática Atual e Exaustiva – Editora Vida Nova – Edição 1999
•Kloppenburg, Carlos José – Basiléia, o Reino de Deus – Editora Loyola – São Paulo/SP – 1997.
•SHELLEY, Bruce L. - A Igreja: O Povo de Deus - Edições Vida Nova.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
terça-feira, 6 de setembro de 2011
CPAD - LIÇÃO 11 – A INFLUÊNCIA CULTURAL DA IGREJA
JOVENS E ADULTOS – CPAD
3º Trimestre 2011
Tema: A Missão Integral da Igreja – Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby
LIÇÃO 11 – A INFLUÊNCIA CULTURAL DA IGREJA
Texto Bíblico: Gênesis 1.26-30.
Texto Áureo:
“E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28 - ARC).
OBJETIVOS DA LIÇÃO• Diferençar a cultura antes e depois da Queda.
• Conhecer os exemplos bíblicos de relacionamento cultural.
• Compreender que Igreja deve influenciar culturalmente a sociedade.
INTRODUÇÃO
A mensagem do Evangelho foi, é e sempre será relacionada a todas e a cada uma das culturas presentes nas nações mundiais. Por essa razão, deve ser comunicada de maneira tal que os povos possam receber, entender e experimentar com suas características e perspectivas culturais.
I. A CULTURA ANTES E APÓS A QUEDA
I. 1. Definição do termo:
Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa:
Derivação: sentido figurado.
1. O cabedal de conhecimentos, a ilustração, o saber de uma pessoa ou grupo social
2. Conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social
3. Forma ou etapa evolutiva das tradições e valores intelectuais, morais, espirituais (de um lugar ou período específico); civilização
4. Complexo de atividades, instituições, padrões sociais ligados à criação e difusão das belas-artes, ciências humanas e afins
Existem diversas definições de cultura, destacamos algumas delas a seguir: “um empreendimento coletivo, segundo o qual os homens conseguem estabelecer um estilo de vida distinto, com base em valores comuns” (R. N. Champlin); “Aquele todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, artes, princípios morais, leis, costumes e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelos homens, como membros da sociedade” (E. B. Tylor).
O cristianismo, por sua vez, reconhece a existência da cultura enquanto produção humana, mas esta precisa ser avaliada a partir dos princípios bíblicos. Por isso, sempre coube a Igreja, ao longo da sua história, a tarefa de apontar para o alto, ressaltando as virtudes de Cristo. Por isso, conforme orienta o autor da Epístola aos Hebreus (11.6), os valores terrenos devem ser sombras daquele país celestial. Diante dessa realidade, a Igreja precisa estar ciente do seu papel social, e, principalmente, da necessidade de capacitar-se para responder aos anseios da cultura moderna. O ponto de partida para analise cultural é a realidade da Queda, que, conforme registrada no capítulo 3 de Gênesis trouxe implicações imediatas para o ser humano. Antes da Queda o ser humano tinha a capacidade para administrar a criação para a glória de Deus (Gn 1.28-30), mas depois desta, sua tendência passou a ser o egoísmo, a busca pelos interesses, e, como vemos atualmente, a destruição da criação, que geme a espera da redenção (Rm 8.19-23). A destruição da criação, no entanto, não é o único mal causado pela Queda. Quando avaliamos a sociedade, à luz dos valores cristãos, constatamos a prevalência da cultura da morte e da ganância em busca de mais poder.
II. EXEMPLOS BÍBLICOS DE RELACIONAMENTOS CULTURAIS
A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que não se deixaram levar pelos valores da cultura mundana. Não podemos esquecer que este mundo jaz no Maligno (1 Jo 5.19), por isso, o Reino de Deus, conforme respondeu Jesus a Pilatos, não é deste mundo (Jo 18.36). Ao mesmo tempo, também precisamos estar cientes que precisamos agir como sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13,14), ao mesmo tempo em que não nos conformamos com ele (Rm. 12.1,2). No Antigo Testamento encontramos o relato exemplar de Daniel diante da cultura babilônica. Daniel, o jovem hebreu levado para o cativeiro, estava imerso em uma cultura distinta dos princípios divinos. Mesmo assim, ele propôs em seu coração não se contaminar com as iguarias do rei, isto é, não fazer concessões quanto a sua fé (Dn 1.8; 6.6-10). No livro de Daniel também se encontra o registro de fé de Sadraque, Mesaque e Abedenego, corajosos homens de Deus que foram salvos da fornalha por testemunharem da soberania de Deus, e não se dobrarem diante da estátua erguida pelo Rei (Dn cap. 3). Mardoqueu (Mordacai), juntamente com a rainha Ester, servem de exemplo para todos aqueles que não fazem concessões em relação aos valores do Reino de Deus. Os profetas de Deus, tanto aqueles apresentados nos livros históricos, quanto os literários, autores de livro bíblicos, foram contundentes em suas denuncias da cultura humana distanciada dos padrões eternos de Deus. Por causa disso, os profetas bíblicos eram impopulares, eles se opunham ao que a maioria defendia, se fosse hoje, diríamos que eles não estariam preocupados com o Ibope, com a popularidade, mas, como declarou Pedro diante das autoridades romanas e judaicas, o alvo deve ser obedecer a Deus, e não aos homens, quando esses se voltarem contra a Palavra de Deus (At 5.29).
III. EVANGELHO, IGREJA E CULTURA
“A salvação, que o Senhor Jesus nos conquistou por um “alto preço” (cf. 1 Co 6. 20; 1Pe 1.18-19), se realiza na vida nova que espera os justos após a morte, mas abrange também este mundo (cf. 1Co 7.31) nas realidades da economia e do trabalho, da sociedade e da política, da técnica e da comunicação, da comunidade internacional e das relações entre as culturas e os povos. «Jesus veio trazer a salvação integral, que abrange o homem todo e todos os homens, abrindo-lhes os horizontes admiráveis da filiação divina” (João Paulo II, Carta encicl. Redemptoris missio, 11: AAS 83 (1991) 260)
É assim que a igreja, a representante terrena do corpo de Cristo, deve agir. A benevolência e a misericórdia, que inspiram o agir de Deus tornam-se tão próximas do homem a ponto de assumir os traços do homem – Jesus, o Verbo feito carne. Na narração de Lucas, Jesus descreve o Seu ministério messiânico com as palavras de Isaías:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor” (Lc 4.18-19; cf. Is 61.1-2).
Jesus se coloca na linha do cumprimento, não só porque cumpre o que tinha sido prometido e que, portanto, era esperado por Israel, mas também no sentido mais profundo de que Nele se cumpre o evento definitivo da história de Deus com os homens. Com efeito, Ele proclama:
“... Quem me vê, vê o Pai...” (Jo 14.9). Jesus, em outras palavras, manifesta de modo tangível e definitivo quem é Deus e como Ele se comporta com os homens. Deus respeita a individualidade, porém age, promovendo o resgate do ser humano da condenação eterna. A Igreja deve ter consciência de que ela é a agencia de resgate, e como tal deve estar alerta e agir. Assim como Deus não apenas vê a necessidade, mas age em prol do ser humano.
A missão da Igreja é a de anunciar e comunicar a salvação realizada em Jesus Cristo, que Ele mesmo chama Reino de Deus (Mc 1.15), ou seja, a comunhão com Deus e entre os homens. O fim da salvação, o Reino de Deus, abraça todos os homens e se realizará plenamente além da história da humanidade, em Deus. A Igreja recebeu a missão de anunciar e estabelecer em todas as nações o Reino de Cristo, e se constitui ela própria na terra o início deste Reino.
A Igreja é, na humanidade e no mundo, a representante do amor de Deus e, por isso mesmo, da esperança maior, que ativa e sustém todo autêntico projeto e empenho de libertação e promoção humana. É, em meio aos homens, o tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21.3), de modo que o homem não se encontra só, perdido ou transtornado no seu empenho de humanizar o mundo, mas encontra amparo no amor redentor de Cristo. A Igreja é ministra de salvação, não em abstrato ou em sentido meramente espiritual, mas no contexto da história e do mundo em que o homem vive, onde o alcançam o amor de Deus e a vocação de corresponder ao projeto divino. Por esta razão, a Igreja é apta a compreender o ser humano, tanto na sua vocação e nas suas aspirações, quanto nos seus limites e nos seus apuros, nos seus direitos e nas suas tarefas, e a ter para ele uma palavra de vida que ressoe nas vicissitudes históricas e sociais da existência humana, conduzindo-os ao Criador de forma plena, pois Jesus afirma no Evangelho de João: “... Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia.” (10.10)
CONCLUSÃO
A Igreja de Jesus Cristo foi chamada para influenciar, não para ficar debaixo de influências mundanas. Para tanto, deve sair de dentro das quatro paredes, ter noção dos ramos filosóficos que estão em todas as áreas da sociedade na pós-modernidade, e obedecer ao IDE do Senhor Jesus, levando o evangelho, as boas novas de salvação. A Igreja precisa denunciar o pecado, ser uma voz que expõe os princípios bíblicos, fazendo com que a sociedade se volte aos valores esquecidos. Existem diversas maneiras de a Igreja influenciar a sociedade, não apenas fazendo coisas grandes, mas também com pequenos gestos, que, com zelo doutrinário e amor conduzirão muitos a Cristo.
FONTES CONSULTADAS• Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 47 - 2011 – CPAD
• Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
• Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Editora Objetiva – 3º Edição – Rio de Janeiro, 2009.
• Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
• Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
• Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
• Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
• Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
• Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
• Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
• Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
• Richards, Lawrence O. – Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Editora CPAD
• Grudem, Wayne – Teologia Sistemática Atual e Exaustiva – Editora Vida Nova – Edição 1999
• Kloppenburg, Carlos José – Basiléia, o Reino de Deus – Editora Loyola – São Paulo/SP – 1997.
• SHELLEY, Bruce L. - A Igreja: O Povo de Deus - Edições Vida Nova.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
3º Trimestre 2011
Tema: A Missão Integral da Igreja – Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby
LIÇÃO 11 – A INFLUÊNCIA CULTURAL DA IGREJA
Texto Bíblico: Gênesis 1.26-30.
Texto Áureo:
“E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28 - ARC).
OBJETIVOS DA LIÇÃO• Diferençar a cultura antes e depois da Queda.
• Conhecer os exemplos bíblicos de relacionamento cultural.
• Compreender que Igreja deve influenciar culturalmente a sociedade.
INTRODUÇÃO
A mensagem do Evangelho foi, é e sempre será relacionada a todas e a cada uma das culturas presentes nas nações mundiais. Por essa razão, deve ser comunicada de maneira tal que os povos possam receber, entender e experimentar com suas características e perspectivas culturais.
I. A CULTURA ANTES E APÓS A QUEDA
I. 1. Definição do termo:
Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa:
Derivação: sentido figurado.
1. O cabedal de conhecimentos, a ilustração, o saber de uma pessoa ou grupo social
2. Conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social
3. Forma ou etapa evolutiva das tradições e valores intelectuais, morais, espirituais (de um lugar ou período específico); civilização
4. Complexo de atividades, instituições, padrões sociais ligados à criação e difusão das belas-artes, ciências humanas e afins
Existem diversas definições de cultura, destacamos algumas delas a seguir: “um empreendimento coletivo, segundo o qual os homens conseguem estabelecer um estilo de vida distinto, com base em valores comuns” (R. N. Champlin); “Aquele todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, artes, princípios morais, leis, costumes e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelos homens, como membros da sociedade” (E. B. Tylor).
O cristianismo, por sua vez, reconhece a existência da cultura enquanto produção humana, mas esta precisa ser avaliada a partir dos princípios bíblicos. Por isso, sempre coube a Igreja, ao longo da sua história, a tarefa de apontar para o alto, ressaltando as virtudes de Cristo. Por isso, conforme orienta o autor da Epístola aos Hebreus (11.6), os valores terrenos devem ser sombras daquele país celestial. Diante dessa realidade, a Igreja precisa estar ciente do seu papel social, e, principalmente, da necessidade de capacitar-se para responder aos anseios da cultura moderna. O ponto de partida para analise cultural é a realidade da Queda, que, conforme registrada no capítulo 3 de Gênesis trouxe implicações imediatas para o ser humano. Antes da Queda o ser humano tinha a capacidade para administrar a criação para a glória de Deus (Gn 1.28-30), mas depois desta, sua tendência passou a ser o egoísmo, a busca pelos interesses, e, como vemos atualmente, a destruição da criação, que geme a espera da redenção (Rm 8.19-23). A destruição da criação, no entanto, não é o único mal causado pela Queda. Quando avaliamos a sociedade, à luz dos valores cristãos, constatamos a prevalência da cultura da morte e da ganância em busca de mais poder.
II. EXEMPLOS BÍBLICOS DE RELACIONAMENTOS CULTURAIS
A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que não se deixaram levar pelos valores da cultura mundana. Não podemos esquecer que este mundo jaz no Maligno (1 Jo 5.19), por isso, o Reino de Deus, conforme respondeu Jesus a Pilatos, não é deste mundo (Jo 18.36). Ao mesmo tempo, também precisamos estar cientes que precisamos agir como sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13,14), ao mesmo tempo em que não nos conformamos com ele (Rm. 12.1,2). No Antigo Testamento encontramos o relato exemplar de Daniel diante da cultura babilônica. Daniel, o jovem hebreu levado para o cativeiro, estava imerso em uma cultura distinta dos princípios divinos. Mesmo assim, ele propôs em seu coração não se contaminar com as iguarias do rei, isto é, não fazer concessões quanto a sua fé (Dn 1.8; 6.6-10). No livro de Daniel também se encontra o registro de fé de Sadraque, Mesaque e Abedenego, corajosos homens de Deus que foram salvos da fornalha por testemunharem da soberania de Deus, e não se dobrarem diante da estátua erguida pelo Rei (Dn cap. 3). Mardoqueu (Mordacai), juntamente com a rainha Ester, servem de exemplo para todos aqueles que não fazem concessões em relação aos valores do Reino de Deus. Os profetas de Deus, tanto aqueles apresentados nos livros históricos, quanto os literários, autores de livro bíblicos, foram contundentes em suas denuncias da cultura humana distanciada dos padrões eternos de Deus. Por causa disso, os profetas bíblicos eram impopulares, eles se opunham ao que a maioria defendia, se fosse hoje, diríamos que eles não estariam preocupados com o Ibope, com a popularidade, mas, como declarou Pedro diante das autoridades romanas e judaicas, o alvo deve ser obedecer a Deus, e não aos homens, quando esses se voltarem contra a Palavra de Deus (At 5.29).
III. EVANGELHO, IGREJA E CULTURA
“A salvação, que o Senhor Jesus nos conquistou por um “alto preço” (cf. 1 Co 6. 20; 1Pe 1.18-19), se realiza na vida nova que espera os justos após a morte, mas abrange também este mundo (cf. 1Co 7.31) nas realidades da economia e do trabalho, da sociedade e da política, da técnica e da comunicação, da comunidade internacional e das relações entre as culturas e os povos. «Jesus veio trazer a salvação integral, que abrange o homem todo e todos os homens, abrindo-lhes os horizontes admiráveis da filiação divina” (João Paulo II, Carta encicl. Redemptoris missio, 11: AAS 83 (1991) 260)
É assim que a igreja, a representante terrena do corpo de Cristo, deve agir. A benevolência e a misericórdia, que inspiram o agir de Deus tornam-se tão próximas do homem a ponto de assumir os traços do homem – Jesus, o Verbo feito carne. Na narração de Lucas, Jesus descreve o Seu ministério messiânico com as palavras de Isaías:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor” (Lc 4.18-19; cf. Is 61.1-2).
Jesus se coloca na linha do cumprimento, não só porque cumpre o que tinha sido prometido e que, portanto, era esperado por Israel, mas também no sentido mais profundo de que Nele se cumpre o evento definitivo da história de Deus com os homens. Com efeito, Ele proclama:
“... Quem me vê, vê o Pai...” (Jo 14.9). Jesus, em outras palavras, manifesta de modo tangível e definitivo quem é Deus e como Ele se comporta com os homens. Deus respeita a individualidade, porém age, promovendo o resgate do ser humano da condenação eterna. A Igreja deve ter consciência de que ela é a agencia de resgate, e como tal deve estar alerta e agir. Assim como Deus não apenas vê a necessidade, mas age em prol do ser humano.
A missão da Igreja é a de anunciar e comunicar a salvação realizada em Jesus Cristo, que Ele mesmo chama Reino de Deus (Mc 1.15), ou seja, a comunhão com Deus e entre os homens. O fim da salvação, o Reino de Deus, abraça todos os homens e se realizará plenamente além da história da humanidade, em Deus. A Igreja recebeu a missão de anunciar e estabelecer em todas as nações o Reino de Cristo, e se constitui ela própria na terra o início deste Reino.
A Igreja é, na humanidade e no mundo, a representante do amor de Deus e, por isso mesmo, da esperança maior, que ativa e sustém todo autêntico projeto e empenho de libertação e promoção humana. É, em meio aos homens, o tabernáculo de Deus com os homens (Ap 21.3), de modo que o homem não se encontra só, perdido ou transtornado no seu empenho de humanizar o mundo, mas encontra amparo no amor redentor de Cristo. A Igreja é ministra de salvação, não em abstrato ou em sentido meramente espiritual, mas no contexto da história e do mundo em que o homem vive, onde o alcançam o amor de Deus e a vocação de corresponder ao projeto divino. Por esta razão, a Igreja é apta a compreender o ser humano, tanto na sua vocação e nas suas aspirações, quanto nos seus limites e nos seus apuros, nos seus direitos e nas suas tarefas, e a ter para ele uma palavra de vida que ressoe nas vicissitudes históricas e sociais da existência humana, conduzindo-os ao Criador de forma plena, pois Jesus afirma no Evangelho de João: “... Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia.” (10.10)
CONCLUSÃO
A Igreja de Jesus Cristo foi chamada para influenciar, não para ficar debaixo de influências mundanas. Para tanto, deve sair de dentro das quatro paredes, ter noção dos ramos filosóficos que estão em todas as áreas da sociedade na pós-modernidade, e obedecer ao IDE do Senhor Jesus, levando o evangelho, as boas novas de salvação. A Igreja precisa denunciar o pecado, ser uma voz que expõe os princípios bíblicos, fazendo com que a sociedade se volte aos valores esquecidos. Existem diversas maneiras de a Igreja influenciar a sociedade, não apenas fazendo coisas grandes, mas também com pequenos gestos, que, com zelo doutrinário e amor conduzirão muitos a Cristo.
FONTES CONSULTADAS• Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 47 - 2011 – CPAD
• Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
• Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Editora Objetiva – 3º Edição – Rio de Janeiro, 2009.
• Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
• Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
• Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
• Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
• Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
• Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
• Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
• Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
• Richards, Lawrence O. – Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Editora CPAD
• Grudem, Wayne – Teologia Sistemática Atual e Exaustiva – Editora Vida Nova – Edição 1999
• Kloppenburg, Carlos José – Basiléia, o Reino de Deus – Editora Loyola – São Paulo/SP – 1997.
• SHELLEY, Bruce L. - A Igreja: O Povo de Deus - Edições Vida Nova.
Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br
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