quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CPAD - LIÇÃO 10 - A ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA


JOVENS E ADULTOS – CPAD
3º Trimestre 2011
Tema: A Missão Integral da Igreja – Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby


LIÇÃO 10 - A ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA


Texto Bíblico: Isaías 58.6-8,10,11; Tiago 2.14-17.


Texto Áureo:
[...] Vinde, benditos de meu Pai [...] porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me” (Mt 25.34-36 - ARC).


OBJETIVOS DA LIÇÃO
• Saber que a pobreza é uma realidade sempre presente no mundo.
• Compreender que o socorro aos pobres é uma recomendação bíblica.
• Conscientizar-se de que a ação social é uma responsabilidade da igreja.


INTRODUÇÃO
Desde o seu inicio as Escrituras apontam uma única realidade, Deus age e sempre agiu em prol do social. O Antigo Testamento está repleto de atos salvífícos do SENHOR em meio ao seu povo. O objetivo não era apenas a fé e o culto, mas agir em favor do necessitado, auxiliando o povo em meio as mais adversas situações e dificuldades a conquistar moradia, um lugar para plantar e criar os filhos com dignidade.


I. POBREZA: UMA REALIDADE SEMPRE PRESENTE
Por que a Igreja precisa se envolver com ação social? Essa pergunta já deveria estar ultrapassada no cotidiano missionário das igrejas locais, mas de tempos em tempos ela surge com maior ou menor força. É muito difícil encontrar um pastor ou um crente fiel que considere a ação social algo desnecessário ou não essencial na missão da Igreja. De fato, o que incomoda mais e causa muitos preconceitos são algumas questões teológicas e ideológicas que precisam ser melhor entendidas e, em alguns casos, superadas.

A palavra hebraica para pobreza é dallâ, que denota os pobres de níveis mais baixos em Israel, os quais os babilônicos deixaram ficar (2 Re 24.14), são as classes que sofre com a privação de bens materiais, alimentos e consequentemente grande flagelo físico. São pessoas que são contrastadas com os ricos (Ex 30.15; Rt 3.10) e os grandes (Lv 19.5). Deus sempre ordenou que fosse dado a estes proteção (Ex 23.3; Lv 14.21; Is 10.2, e promete fazer-lhes justiça (is 11.4).
A ordem divina não mudou, ELE requer que sua Igreja cumpra a ação social.


II. QUESTÕES SOCIAIS NO ANTIGO TESTAMENTO
No Antigo Testamento, uma das funções dos profetas era a denúncia contra a nação quando os necessitados eram negligenciados, pois esse tipo de injustiça feria a santidade de Deus (Jr 34.8-11,16,17). A injustiça social, o suborno que torcia a justiça para exercer poder contra os pobres, a exploração dos comerciantes sem escrúpulos, o desprezo aos menos favorecidos (órfãos e viúvas), a exploração dos latifundiários, uma vida luxuosa contrastando ostensivamente com a miséria dos indigentes, tudo era alvo da crítica profética (Is 1.17,23; 3.14-15,18-23; 58.5-10. Mq 2.1; 6.8-11; 7.3. Am 2.6-7; 4.1;5.12-15; 8.4-6).

II. 1. Os ricos e os pobres em Israel
No Antigo Testamento, a riqueza estava concentrada nas mãos dos reis e de suas cortes. Assim, quanto maior luxo havia na corte, maior era a carga de tributos sobre os súditos do rei para financiá-lo. Até mesmo os reinados de Davi e Salomão foram de profundo crescimento da pobreza em função da manutenção do exército e do palácio real, tornando a classe pobre oprimida e injustiçada, especialmente a dos povos dominados. Além disso, os ricos exploravam os pobres tomando suas propriedades em troca de pequenas dívidas, para aumentar suas posses, e os donos primitivos das terras eram vendidos como escravos ou aprisionados por tempo indeterminado.


II. 2. A escravidão em Israel
A escravidão fazia parte do cenário contemporâneo, mas a legislação mosaica modificou seus rigores e tomou providencias para seu fim em condições generosas.
Depois de servir por seis anos (Dt 15.12), o escravo receberia alforria no sétimo. De acordo com o versículo 14, com os presentes do rebanho, da eira e do lagar do seu senhor, o escravo liberto começaria a vida com o suficiente para ter independência. Este ato humanitário reconhecia que cada pessoa foi criada por Deus e tinha valor e dignidade. Há três motivos para o senhor do escravo fazer assim: primeiro, porque ele próprio é tratado generosamente pelo SENHOR (Dt 15.14); segundo, ele, ou seus antepassados, foram escravos no Egito e o Senhor os resgatou (Dt 15.15); e terceiro, tendo o ex-escravo como membro permanente da casa, ele recebeu duas vezes o benefício de um jornaleiro (Dt 15:18; “trabalhador contratado”, NVI), que trabalhava somente em horários ajustados.

Hoje não possuímos escravos, mas as instruções do Senhor ainda se aplicam a nós. Precisamos tratar nossos empregados com respeito e justiça econômica. Os empregadores que, realmente, são servos de Deus devem assalariar seus empregados de acordo com a reta justiça, não se contentando em cumprir a lei, mas em ser justo, o que é coisa bem diversa, mormente quando sabemos que, nos últimos tempos, a exploração dos trabalhadores tem aumentado cada vez mais e as implicações da economia e da política têm impedido que o salário mínimo, por exemplo, seja o que deveria ser, nos termos da legislação.
É profundamente lamentável que, nos nossos dias, poucos, muito poucos têm se comportado desta maneira entre os empresários que se dizem cristãos. Para eles, a lei da concorrência, as regras do mercado, este novo “deus” que tem guiado os patrões, estejam acima do que ensina a Palavra de Deus. No entanto, não devemos agradar aos homens nem nos conformarmos com o sistema do mundo pecaminoso, mas, sim, obedecermos à Palavra do Senhor. Deus é o dono do ouro e da prata, não o mercado. Deus tem o controle de todas as coisas, não o mercado. Assim, patrões crentes, obedeçam a Deus e não ao mercado. Sejam justos!

II. 3. Modelos Bíblicos para socorro aos pobres, no Antigo Testamento:
a) O ano do jubileu (Lv 25.10-17).
Quando os israelitas estavam para entrar na Terra Prometida, Deus ordenou-lhes que ajudassem os pobres que viessem a conviver com eles (Dt 15.11). Esta era uma importante ação a ser observada no momento da posse da terra. Significava que ao fim de cada período de 50 anos a terra voltava aos donos originais sem qualquer pagamento. Ocorria que algumas pessoas, por circunstâncias variadas (doenças, morte da pessoa que sustentava a família, endividamento ou até pela falta de capacidade – física ou administrativa), eram obrigadas a vender sua terra.

A terra, portanto, não podia ser vendida definitivamente (Lv 25.23), pelo fato de Deus ser o proprietário absoluto de toda terra. No período anterior e posterior ao Jubileu a terra podia ser vendida ou comprada, porém, o que era comprado ou vendido, era o direito de usufruto e não a terra em si (Lv 25.16). A pessoa assim, adquiria o direito de plantar e colher consciente de que no jubileu toda terra adquirida voltava, gratuitamente, aos donos originais ou seus descendentes.

b) O Ano Sabático (Ex 23.10,11; Lv 25.1-7)
Tinha dupla função: humanitária e ecológica. Ao final de cada período de 6 anos o proprietário deveria deixar a terra em repouso. O que estivesse plantado deveria ser deixado e os frutos não deveriam ser colhidos pelo dono. Eram deixados para que os pobres da terra tivessem como se alimentar. Também, no ano sabático eram libertos todos os escravos. As situações de pobreza provocavam endividamentos e isto forçava muitos hebreus a se venderem ou a seus filhos como escravos (cf. Ne 5). No ano sabático todos deveriam ser libertos (Dt 15.12-18). É muito interessante notar que os escravos libertos não deveriam ser despedidos de mãos vazias (cf. Dt 15.13,14). Além disso, no ano sabático todas as dívidas deveriam ser canceladas (Dt 15.1-6).
Não era permitido a um hebreu escravizar outro hebreu nem tratá-lo com tirania (Lv 25.39,40,43), Mesmo assim, há registros de tal ocorrência no livro de Neemias (cap. 5).

c) O Dízimo Trienal (Dt 14.28,29)
De em 3 em 3 anos o povo deveria tirar o dízimo de tudo quanto havia produzido em sua terra e colocá-lo à porta para que os levitas, os estrangeiros, o órfão e a viúva se alimentassem.

d) A Lei da Rebusca (Lv 19.9,10)
Obedecendo a essa lei, na época da colheita o agricultor não deveria colher todo o seu fruto, mas deveria deixar algum “para o pobre e para o estrangeiro” (cf. Rt 2.2,3,7). Pode-se ver aqui que, apesar de ser um direito dos pobres, dependia da boa vontade dos proprietários. Todas essas recomendações demonstram o cuidado de Deus para proteger os mais pobres ou, mesmo evitar que as pessoas chegassem a situações de necessidades extremas. Assim também, o povo de Deus hoje precisa encaminhar projetos que amenize o sofrimento das pessoas mais carentes.



III. A AÇÃO SOCIAL NO NOVO TESTAMENTO
Os estudiosos da doutrina social bíblica tem chamado essa injustiça inerente a toda sociedade de “pecado social”. O “pecado social” é uma realidade presente e deve ser combatido pela Igreja, como qualquer outro pecado, mas não devemos nos iludir: o “pecado social” só é combatido pela pregação do Evangelho. O “pecado social” somente poderá ser extirpado quando os homens pecadores forem regenerados, quando nascerem da água e do Espírito. Por isso, a salvação individual de cada pessoa continua a ser a única forma pela qual a Igreja pode combater o “pecado social”, que, como sabemos, somente será dissipado quando o próprio Jesus reinar sobre a Terra, quando, então, “a misericórdia e a verdade se encontrarão; a justiça e a paz se beijarão” (Sl 85.10). Todavia, o fato de que o “pecado social” só será extirpado quando do reino milenial de Cristo, não impede nem dispensa a Igreja de lutar para que haja melhorias na vida em sociedade, para que a injustiça e as desigualdades sociais sejam diminuídas. Jesus dá-nos o exemplo, pois, embora confirmasse que os pobres sempre existiriam (Mt 26.11; Jo 12.8), nem por isso deixava de ter uma bolsa para ajudar os pobres (Jo 12.5,6).

Muitos pensam que se a pessoa não for rica, se a pessoa não tiver abundância de bens materiais, não estará demonstrando que tem comunhão com Deus, nem tampouco que seja verdadeiro filho de Deus. No entanto, não é isso que a Bíblia está a dizer em todo o seu conteúdo. Deus pode, sim, abençoar com bênçãos materiais, mas isto não é um critério para demonstração de comunhão com Deus, nem de superioridade espiritual. Não há qualquer garantia de prosperidade material para os servos de Deus. Deus promete é um galardão nos céus, não na terra (Mt 6.19-21). Como bem afirmou Jesus, “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que possui” (Lc 12.15). Não se está aqui afirmando que o cristão não deve procurar uma melhoria de vida, um melhor emprego, capacitar-se para obter melhores posições, mas, afirmando que não devemos colocar como alvos únicos e exclusivos de nossas vidas uma prosperidade material (Pv 27.24). Nunca nos esqueçamos que, se cremos em Cristo só para esta vida, seremos os mais miseráveis de todos os homens! (1 Co 15.19).
Como agência do Reino de Deus na terra, a Igreja do Senhor (e isso significa cada cristão, inclusive eu e você) possui uma responsabilidade social. O cristão vive tanto na igreja quanto no seu mundo e tem responsabilidades para com ambos. A tendência geral da igreja tem sido a de “eclesiastizar” seus membros, tornando-os meros cumpridores de programas ou freqüentadores de reuniões. Em geral, nossa evangelização visa “tirar o homem do mundo”, mas nos esquecemos que devemos devolvê-lo à sociedade, transformado, com novas convicções e novos padrões. Este é o pensamento que transparece em toda a carta de Paulo aos Efésios, onde o apóstolo mostra aos seus leitores que a nova vida que eles receberam em Cristo (caps. 1 a 3) os obriga a uma nova conduta perante a sociedade (caps. 4 a 6). Isto significa que a Igreja deve repensar sua atuação na sociedade, como instrumento de transformação da realidade social que a cerca.

O trato deste assunto, tem levado os crentes a se dividirem em três grupos:
1) Os que pregam um evangelho espiritualizante, sem se preocupar nem se envolver com questões sociais, acreditando que o ato simplista de “aceitar Jesus” resolverá todos os problemas do indivíduo;
2) Os que pregam um evangelho social, que se preocupa com os problemas materiais e omite a necessidade de uma conversão verdadeira, que transforme a natureza do homem;
3) Os que entendem que o evangelho modifica o homem em sua natureza, através da verdadeira conversão, para que este possa influenciar positivamente o seu mundo.
É precisamente neste terceiro grupo que queremos nos posicionar. Desejamos ser igreja que fale à alma sem se esquecer do corpo, e que cuide dos problemas sociais que afligem o homem sem perder de vista a grave realidade espiritual que o escraviza.


Bruce L. Shelley, em seu livro “A Igreja: O Povo de Deus” estabelece uma distinção entre Preocupação Social, Serviço Social e Ação Social, que considero importante para nortear nosso estudo acerca deste assunto. Vejamos como ele define cada um desses termos:
o “A PREOCUPAÇÃO SOCIAL é uma atitude. É a percepção por parte do Cristão de que a salvação é dirigida ao homem inteiro. Trata-se do reconhecimento da aplicação do evangelho aos ferimentos e fomes do homem, assim como à sua culpa”
o “O SERVIÇO SOCIAL refere-se a todos os serviços que as igrejas ou os cristãos prestam a fim de assistir as vítimas de problemas sociais...”
o “A AÇÃO SOCIAL é mais ampla. Seu alvo é corrigir as estruturas e processos sociais e políticos de uma sociedade que provocam os problemas...”

A grande maioria das igrejas, e crentes individualmente, demonstra “preocupação social” através da oração pelos problemas sociais que afligem o mundo. Esta preocupação é legítima e incentivada na Bíblia (I Tm 2.1-3). Bem menor, porém, é o número de igrejas e crentes que desenvolvem algum tipo de “serviço social”. Este serviço também é incentivado e acha apoio na Palavra, principalmente no exemplo dos primeiros cristãos (At 9.36; I Cor 16.1-3). O maior problema hoje, entretanto, está na “ação social”. É muito raro ver igrejas ou crentes verdadeiramente envolvidos em ação social. Em geral a igreja se omite e mesmo desencoraja seus membros acerca de envolvimentos em causas políticas que visem modificar ou mesmo derrubar estruturas injustas. No entanto, esta atitude também está presente na Palavra. Muitos servos do Senhor no passado estiveram envolvidos em ação social, confrontando governantes ou mesmo se rebelando contra governos injustos (Exemplos: Joiada, o sacerdote, que fez aliança com os capitães, para derrubarem a usurpadora Atalia, a fim de estabelecerem Joás como rei de Judá – II Crônicas 23; Daniel, em Babilônia; Neemias, em Judá; José, no Egito; entre outros).

Como igreja do Senhor, somos chamados não apenas a desenvolver uma preocupação social e para prestar serviços sociais, mas também para uma ação social efetiva. Este, porém não é um caminho fácil. Muitos são os fatores que impedem um maior envolvimento da igreja com as questões sociais, e vão desde a falta de compromisso dos crentes até a falta de conversão verdadeira. Porém, dois fatores merecem destaque: o fanatismo religioso e a religião secularizada.

O Fanatismo Religioso - O homem religioso á aquele que aprendeu a valorizar os significados espirituais que possui dentro de si. Porém, quando esses significados passam a tomar sentido tão elevado, ao ponto de fazê-lo se esquecer ou ignorar as outras áreas de sua vida, surge então o Fanatismo. A isso também chamamos de ALIENAÇÃO SOCIAL. Vejamos o caminho que a mente religiosa percorre até se tornar alienada:

1. Ocupação demasiada com atividades que não possuem relação com a vida humana (quando a igreja perde seu tempo e investe esforços em ativismo vazio e improdutivo).
2. O uso da religião como instrumento “mágico” de proteção contra os problemas da vida comum (“Se você for um cristão comprometido e assíduo, nenhum mal vai lhe atingir!”).
3. A hipervalorização das experiências religiosas acima dos demais valores da vida humana (Os pais que obrigam os filhos a freqüentar a igreja, mas nunca dialogam com eles). A alienação social é ainda motivada por dois fatores:
1º) Medo de castigos espirituais caso não sigam todas a orientações da igreja (ou particularmente do seu líder espiritual);
2º) Fascinação descontrolada pelas coisas espirituais, que impede a pessoa de enxergar outras áreas da vida.

Uma igreja alienada nunca desenvolverá uma mentalidade social, pois sua religião se resume a experiências espirituais vazias (Tg 1:26,27; 2.14-17)


A Religiosidade Secularizada - Chamamos de secularização o processo pelo qual a religião tem perdido sua influência em determinados setores da sociedade e da cultura. É a religião em declínio por não exercer influência na vida comum. Essa falta de influência da religião sobre a vida comum gera uma perda de credibilidade da própria religião perante a sociedade que por sua vez leva àquilo que chamamos de crise de pausibilidade, ou seja, a mensagem da igreja deixa de ser algo plausível, concreto, motivador de transformações, e passa a ser algo vazio e completamente dispensável. O maior fator gerador dessa crise de plausibilidade é a restrição do campo de atuação da igreja. Ou seja, quando a igreja se esquece de seu compromisso com a sociedade e seus problemas e passa a atuar apenas no campo individual/familiar (por exemplo: toda a atividade da igreja se resume a visitinhas sociais e reuniõezinhas familiares; o pastor passa a ser um “servidor” das famílias, solicitado constantemente para resolver probleminhas domésticos; etc.).

O grande problema neste ponto é que esses valores “privados” são considerados irrelevantes em contextos institucionais diferentes dos da família (Por exemplo: que relevância tem uma briguinha entre irmãos adolescentes diante de problemas como o abandono de menores, a prostituição infantil e o crescente consumo de drogas entre crianças e adolescentes nas escolas?). Jesus não perdia tempo com probleminhas particulares, porque sua missão era muito mais ampla e urgente (confira: Lucas 12:13-15). Uma igreja secularizada, cujos membros só se preocupam com seus próprios problemas, nunca desenvolverá uma mentalidade social responsável.



CONCLUSÃO
Para desenvolver uma mentalidade social responsável a igreja terá que, primeiramente, evitar tanto o fanatismo quanto a secularização. Isso significa que deve manter a sua santidade sem se tornar socialmente alienada. Evidente que isso não é uma tarefa fácil, porém é possível! Sugerimos algumas atitudes:

1. Uma pregação fiel da Palavra de Deus, sem experiencialismos subjetivos;
2. Uma ênfase maior na vida piedosa responsável;
3. A redescoberta e o exercício fiel dos dons espirituais;
4. A busca por uma vida controlada pelo Espírito Santo (em todas as áreas);
5. Uma maior abertura para a discussão das questões sociais que afligem a sociedade.

Superadas essas barreiras, ou menos iniciados esses passos, a Igreja estará pronta para um envolvimento social responsável. Seus membros poderão envolver-se em serviços sociais produtivos e também estarão aptos para uma Ação Social responsável, através de uma influência positiva nas estruturas, capaz de transformá-las em instituições mais justas. Isso vai desde a participação em conselhos escolares, associações de bairro, conselhos consultivos, programas sociais voluntários, até uma participação política efetiva e responsável. Assim a Igreja será verdadeiramente Sal e Luz neste mundo.


FONTES CONSULTADAS• Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 47 - 2011 – CPAD
• Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
• Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Editora Objetiva – 3º Edição – Rio de Janeiro, 2009.
• Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
• Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
• Richards, Lawrence O. – Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
• Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
• Richards, Lawrence O. – Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Editora CPAD
• Grudem, Wayne – Teologia Sistemática Atual e Exaustiva – Editora Vida Nova – Edição 1999
• Kloppenburg, Carlos José – Basiléia, o Reino de Deus – Editora Loyola – São Paulo/SP – 1997.
• Responsabilidade Social no Antigo Testamento - Pr.Marcos A M Bittencourt
• SHELLEY, Bruce L. - A Igreja: O Povo de Deus - Edições Vida Nova.



Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

LIÇÃO 9 (28/08/2011) PRESERVANDO A IDENTIDADE DA IGREJA

JOVENS E ADULTOS – CPAD
3º Trimestre 2011Tema: A Missão Integral da Igreja – Porque o Reino de Deus está entre vós
Comentarista: Wagner Gaby



LIÇÃO 9 - PRESERVANDO A IDENTIDADE DA IGREJA


Texto Bíblico: Atos 20.25-32.


Texto Áureo:
“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Co 11.3 - ARC).


OBJETIVOS DA LIÇÃO

•Compreender o que é a Igreja.
•Saber que devemos preservar a identidade da Igreja.
•Identificar os perigos que ameaçam a Igreja na terra.

INTRODUÇÃO
A Igreja tem dado pouco valor ao estudo e à reflexão na Palavra de Deus. Sem o estudo, sem a reflexão, não se adensam no coração de ninguém os referenciais que formam o caráter, que balizam o comportamento cristão, que enchem o ser com conteúdos éticos, que o capacitam a viver não apenas uma santidade religiosa, mas uma santidade social mais ampla.

A lição de hoje estimula-nos a perseverarmos naquilo que temos aprendido, mantendo a simplicidade do Evangelho (1 Co 15.1,2; Gl 1.6-8; 2 Co 11.4; Hb 3.14). Daí o comentador ter asseverado, na Verdade Prática: “Só existe um meio de a Igreja de Cristo preservar a sua identidade como a agência por excelência do Reino de Deus: obedecer amorosa e incondicionalmente à Bíblia Sagrada” (Lições Bíblicas do Mestre, CPAD, p.63).


I. QUAL É A IDENTIDADE DA IGREJA

I. 1. Definição do vocábulo Identidade
Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa:
■ substantivo feminino
1 estado do que não muda, do que fica sempre igual
2 consciência da persistência da própria personalidade
3 o que faz que uma coisa seja a mesma (ou da mesma natureza) que outra
4 conjunto de características e circunstâncias que distinguem uma pessoa ou uma coisa e graças às quais é possível individualizá-la

Em relação à Igreja podemos afirmar que este termo “identidade” diz respeito ao “conjunto de características próprias de uma pessoa ou um grupo que possibilitam a sua identificação ou reconhecimento” (Lições Bíblicas do Mestre, CPAD, p.65).


I. 2. A identidade da igreja é tríplice

•Identidade teológica. A Igreja é diferente das religiões e seitas e do mundo por causa das doutrinas bíblicas que observa, as quais são inegociáveis.
•Identidade eclesiástica. Diz respeito a ministérios principais e auxiliares, títulos eclesiásticos, administração eclesiástica, liturgia, etc.
•Identidade consuetudinária. Engloba usos, costumes, práticas, etc.

II. A PRESERVAÇÃO DA IDENTIDADE DA IGREJA
Justamente a falta de estudo e reflexão na Palavra é o fator levantado para implementar uma “crise de ser” da Igreja. E qual é a maneira clássica pela qual o povo ouve e reflete na Palavra de Deus? Não resta dúvida que na medida em que a pregação torna-se ineficiente e abdica da sua condição e importância que a própria Bíblia lhe atribui, o povo perde os referenciais que lhe possibilitariam viver o Cristianismo na essência.

A realidade social e cultural contemporânea com a qual a Igreja brasileira tenta conviver é descrita por Christian Gillis num artigo onde propõe alternativas à Igreja a fim de galgar o desafio da contextualização. Ele aponta seis principais fatores que determinam esta nova realidade. O primeiro deles ressalta as mudanças políticas e econômicas ocorridas a partir da década de 70 e que, inegavelmente, produziram profundas mudanças sociais. Na visão deste autor tais mudanças geraram uma “crise institucional generalizada” e exigiu também novas respostas teológico-eclesiásticas.

Os outros fatores que, segundo Gillis, cooperam para o surgimento de um novo ordenamento sócio cultural são: o desmantelamento das estruturas e economias comunistas, o desenvolvimento tecnológico nas comunicações, na informática e na biologia, o movimento feminista, a acelerada urbanização, o renascimento místico e a consciência ecológica. Todos estes fatores correspondem a tendências que têm consolidado uma nova mentalidade com a qual a Igreja precisa aprender a lidar.

É nesta realidade histórica que a Igreja precisa sobreviver e desempenhar sua tarefa. Justamente pela complexidade do panorama histórico é que se acentua a crise de identidade da Igreja. Gillis afirma que a Igreja erra em preocupar-se demasiadamente com o passado, ao mesmo tempo que não percebe as mudanças ocorridas ao redor. Para ele o problema da Igreja não está na questão do “ser Igreja”, mas no “como ser Igreja aqui e agora”. Conclui ser preciso uma remodelação das estruturas da Igreja para que seus membros não sejam submetidos a viver entre as paredes eclesiásticas “respirando uma realidade alheia ao mundo”, sofrendo uma espécie de “esquizofrenia histórica”.

É certa e direta a relação entre a situação de desprestígio do ministério da pregação e a crise de identidade da Igreja. Por isso que a pregação, biblicamente, é a principal tarefa do pastor, porque é justamente e principalmente por ela, que o povo recebe palavras de vida, não somente de vida eterna, mas de vida abundante em meio à sociedade.

Precisamos ter em mente que a Igreja é o “sal da terra” (Mt 5.13), o qual é conservador, preservador (1 Tm 6.20; 2 Tm 1.13,14; Ap 2.25). Mas ser conservador, do ponto de vista bíblico, não significa ser extremista, exagerado, fanático ou desequilibrado (Ec 7.16,17; Pv 4.26,27; 2 Tm 1.13,14; 1 Tm 6.20; Ap 2.25; 3.11). Ser conservador não é fazer dos usos e costumes a causa do Evangelho, visto que eles são o seu efeito. Deve-se levar em conta que a verdadeira santificação ocorre a partir do espírito — de dentro para fora (1 Ts 5.23; Mt 23.25,26; Hb 4.12). Preservar a identidade também não é ser legalista ou agir como os fariseus. Estes eram formalistas, regionalistas, ritualistas, nominalistas e endeusavam as obras (Mt 16.6; Mc 8.15; At 11.26; At 15.5,10; Mt 23).

Ser conservador é priorizar a sã doutrina (Tt 2.1; 1 Tm 4.16), manter os bons costumes (2 Ts 2.15; 3.6; 1 Co 15.33; Sl 11.3; Ml 1.8; Tg 2.12; Jz 17.6; 21.25) e opor-se à secularização (Rm 12.1,2; Lc 17.26-30; Tg 4.4; 1 Jo 5.19; Is 5.20). Por desconhecer as Escrituras de forma mais profunda, os crentes hoje confunde o que é ser conservador, e a Igreja viver hoje uma crise de identidade. Esta crise requer uma análise profunda por parte do Corpo de Cristo acerca do seu contexto sócio-cultural, cada Igreja local deve se prostrar diante de Deus e pedir “sua visão” para cumprir um papel relevante dentro do momento histórico em que vive.

Sem esta “visão”, seremos uma Igreja destinada a morrer! Esta é a conclusão de J. Scott Horrel com relação à Igreja. Para ele a razão disto se deve às características que são marcantes nestas Igrejas: falta de criatividade, falta de penetração junto à população circunvizinha, preguiça espiritual, baixa ética moral e ignorância das verdades bíblicas. Obviamente, na medida em que a pregação falha e o crente deixa de reconhecer como ser crente no mundo atual, a consequência mais óbvia disso passa a ser a apostasia, o afastamento dos crentes das Igrejas. Estes crentes ou migram para outras denominações ou voltam-se para o “mundo”.

III. PERIGOS QUE AMEAÇAM A IGREJA

III. 1. Apostatar dos rudimentos da fé
No sentido geral, como “organismo místico composto por todos os que, pela fé, aceitaram o sacrifício vicário de Cristo” (Lições Bíblicas do Mestre, CPAD,, p.65), a Igreja deve preservar a sã doutrina. No sentido específico, como igreja local, deve preservar a sua história, a sua tradição, etc.

“A Igreja, como instituição divina, tem o seu manual de regra e conduta: a Bíblia Sagrada — a Palavra de Deus”, deve respeitar o primado da Palavra de Deus, a nossa fonte de autoridade primária, precípua, primacial (1 Pe 1.24,25; 1 Co 4.6). Primado é a condição do que está em primeiro lugar, que tem prioridade, primazia, excelência, preeminência (Gl 1.8; Sl 138.2, ARA; 119.105; Jo 7.17).


III. 2. Heresias“Cada crente deve preservar a doutrina de Cristo, lutando contra as várias distorções e heresias que surgem a cada dia (2 Jo vv.9,10; 1 Tm 6.3-5). A doutrina bíblica não pode ser modificada, substituída ou anulada por supostas revelações, visões e profecias (At 20.27-30; 1 Tm 6.20)


•A Palavra de Deus alerta quanto a espíritos enganadores (1 Tm 4.1): falsos deuses (Jo 17.3; Sl 95.3; 2 Co 4.4); outro Jesus e outro espírito (2 Co 11.4; At 5.32; Jo 14.17); anjos caídos e demônios (Ap 12.3,4,9; Gl 1.8; Ef 6.12).•A Palavra de Deus alerta quanto aos falsificadores da Palavra de Deus (2 Co 2.17): falsos cristos ou anticristos (Mt 24.24a; Mc 13.22a.; 1 Jo 2.18,19; 2 Jo v.7); falsos cientistas (1 Tm 6.20,21; 2 Co 4.4; Sl 10.4); pregadores e mestres falsos (2 Tm 4.1-5; 2 Pe 2.1,2; 3.16); pastores e apóstolos enganadores (2 Co 11.5,13; Ez 34.1-10); falsos adoradores (Mt 15.7-9; Jo 4.23,24); falsos irmãos (2 Co 11.15,24-28; Gl 2.3,4; Tg 1.26; Rm 16.17,18); falsos profetas (Mt 7.15; 24.11,24; Mc 13.22; At 13.6; 2 Pe 2.1; 1 Jo 4.1); milagreiros e ilusionistas (Mt 24.24b; Mc 13.22b; 2 Co 11.13-15).Não devemos desprezar as pregações, os ensinamentos, as profecias, bem como os sinais e prodígios (At 17.11a; 2.13; 1 Co 14.39; 1 Ts 5.19,20). Entretanto, cabe a nós julgá-los (Jo 7.24; At 17.11b; 1 Ts 5.21, ARA; 1 Co 10.15; 14.29; 1 Jo 4.1; Hb 13.9), segundo os critérios bíblicos para um julgamento segundo a reta justiça:

•Teste pela Palavra de Deus (At 17.11; Hb 5.12-14).•Sintonia do Corpo com a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co 2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22).•Dom de discernir os espíritos (1 Co 12.10,11; At 13.6-11; 16.1-18).•Bom senso (1 Co 14.33; At 9.10,11).•Cumprimento da predição, no caso da profecia (Ez 33.33; Dt 18.21,22; Jr 28.9), se bem que apenas isso não é suficiente para autenticá-la (Dt 13.1,2; Jo 14.23a).•Vida do pregador, profeta ou milagreiro (2 Tm 2.20,21; Gl 5.22).

III. 3. Perda e, ou o esfriamento do amor
1. Sem amor tudo o que fazemos é apenas um barulho oco (1 Co13.1).
2. Sem amor não adianta os dons nem a ciência (1 Co13.2)
3. Sem amor não adianta fazer oferta aos pobres e sacrifício (1 Co 13.3).

Diante de tudo o que a Igreja de Cristo tem passado nesta hora final, Paulo afirma que só com o amor de Deus é que ela pode enfrentar as turbulências. “Mas a maior desta é o amor” (1 Co 13.13).
O apóstolo Paulo afirma que mesmo que falasse não só as várias línguas dos seres humanos, mas também as faladas pelos anjos, se não falasse com amor, não passaria de barulho.

Amor - a palavra grega assim traduzida denota preocupação altruísta pelo bem-estar do outro, não resultante de nenhuma ação da outra a quem ame.

Devemos rogas a Deus que nos conceda dia a dia, a disposição de amar em obediência ao mandamento de Deus. É como o amor de cristo manifesto na cruz.
a) Ele não é “invejoso”,
b) Ele não é “leviano”,
c) Ele não é “soberbo”
d) Ele não se porta com “indecência”
e) Ele não é “interesseiro”
f) Ele não é “irritante”
g) Ele não “suspeita mal”
h) Ele não “Se alegra com a injustiça” (NVI).

O que jamais será destruído segundo a Bíblia. “Permanecem agora e para sempre, a fé, a esperança e o amor. O maior deles é o amor” (13.13 – NVI).
Deus pelo seu imensurável amor leva a igreja a vencer os maiores desafios da atualidade. “o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Para obter um amor verdadeiro é preciso estar em Cristo, ELE é a realização do autêntico amor na vida do homem.


CONCLUSÃO
A Igreja é vitoriosa, e por isso vencerá mais este desafio da pós-modernidade, porém é imprescindível que busque a Deus no intuito de ter uma visão aprimorada do papel a desenvolver nestes dias em que vivemos. Esta visão com certeza levantará uma igreja capaz, viva e atuante.

Precisamos com urgência vencer o modismo. A modernidade do novo milênio exigirá, cada vez mais, pessoas capazes e habilitadas para o exercício de suas funções ou ocupações no Reino de Deus. “Despertemos, já é dia. Trabalhemos com vigor. E levemos com alegria, muitas almas ao SENHOR” (Harpa Cristã – nº 16)



FONTES CONSULTADAS

•Revista Ensinador Cristão – Ano 12 – Nº 47 - 2011 – CPAD
•Dicionário VINE – Editora CPAD – 3ª Edição/2003
•Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Editora Objetiva – 3º Edição – Rio de Janeiro, 2009.
•Léxico de Strong – Bíblia Online – Sociedade Bíblica do Brasil
•Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã – Editora Vida Nova – Edição 2009
•Richards, Lawrence O. – Guia do Leitor da Bíblia – Editora CPAD
•Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdonald.
•Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
•Bíblia de Jerusalém – Editora Paulus – Nova Edição revista e ampliada - 2002
•Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
•Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – Edição 2004
•Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002
•Richards, Lawrence O. – Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Editora CPAD
•Grudem, Wayne – Teologia Sistemática Atual e Exaustiva – Editora Vida Nova – Edição 1999
•Kloppenburg, Carlos José – Basiléia, o Reino de Deus – Editora Loyola – São Paulo/SP – 1997.


Colaboração para EBDnet – Profª Jaciara da Silva – jaciara.dasilva@ebdnet.com.br www.ebdnet.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

HONESTIDADE A TODA PROVA

Texto Bíblico em estudo: Fp 4.8; 1 Pe 2.12.

Introdução
Os cristãos devem fixar sua mente nas coisas verdadeiras, puras, justas e honestas.
Seu viver deve refletir a imagem de Deus, com santidade e temor.
Essa é a condição prévia para experimentarmos a paz de Deus (Fp 4.9).

O resultado de fixar nossas mentes nas coisas que do mundo será a perda da alegria, d a presença intima e da paz de Deus.
Devemos viver de forma que os que ainda não conhecem a Deus, dêem gloria a Deus por nossa vida ser justa e honesta.


Honestidade
Definição:
Segundo o dicionário Aurélio século XXI:
[De honesto + -(i)dade.]
S.f.
1. Qualidade ou caráter de honesto; honradez, dignidade.
2. Probidade, decoro, decência.
3. Castidade; pureza; virtude.

O dicionário Houaiss, nos traz mais esclarecimentos:
Honestidade - {verbete}

Acepções
■ substantivo feminino
1. Qualidade ou caráter de honesto, atributo do que apresenta probidade, honradez, segundo certos preceitos morais socialmente válidos
2. Característica do que é decente, do que tem pureza e é moralmente irrepreensível; castidade

Etimologia- honesto + -i- + -dade; ver honest-; f.hist. sXIV onestidade

Sinônimos
- ver sinonímia de castidade; ver antonímia de ardil e indecência
Antônimos
- desonestidade; ver tb. sinonímia de ardil, estroinice, indecência e lubricidade

Como podemos ver, honestidade é o ato, a qualidade, ou condição de ser honesto. Isto pode incluir ser a pessoa ou uma instituição (empresa etc.), verdadeira em seus atos e declarações, não propensa a enganar, mentir ou fraudar; é se mostrar sem malícia, é demostrar ter um bom caráter.


A verdade
As práticas desonestas denotam alguma verdade?

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” ( Jo 14.6 - ARC).

Notemos a declaração do Senhor Jesus: “... Eu sou... a verdade...”
Será que podemos ser chamados de “pequenos cristos” (significado de cristão), se andamos de forma desonesta, enganando nosso próximo?

E o Senhor Jesus foi mais além nesta declaração: “... ninguém vem ao Pai senão por mim.”
Isso quer dizer que se não andarmos em verdade, de forma honesta, descente, pura, sem mentiras, não seremos salvo, pois ser salvo é estar em Cristo, e guardados em Deus.

Em sua oração sacerdotal o Senhor Jesus rogou ao Pai por nós, dizendo:
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17.17 - ARC).

Vemos neste versículo que há uma perfeita identificação entre Jesus, a Verdade e a Palavra de Deus, por essa razão todos os que são de Cristo conhecem a verdade (2 Jo v.1) andam na verdade (2 Jo v.4) e recebem o testemunho da própria verdade (3 Jo v. 12).
A verdade é o padrão dos cristãos, e um emblema para todos que desejam servir a Deus.


O mundo
Vivemos dias de grande permissividade moral, onde a mídia secular exalta e promove os valores que levam a decadência moral e à troca de valores. Nossos olhos e ouvidos são bombardeados com mensagens, slogans e sugestões repulsivas e pecaminosas, e muitas delas são adotadas como modelo da atual geração.

A mídia usa pessoas “formadoras de opinião” em cujas vidas a libertinagem prevalece, que influenciam de forma negativa nossas crianças, adolescentes e jovens, motivando-os a denegrir seu comportamento com decisões absurdamente for a dos padrões estabelecidos na Palavra de Deus. Estes são mestres em enganar, assim têm feito à muitos que procura m neles espelhar-se.

Os princípios bíblicos são a fonte dos hábitos que mantém a pureza de coração. Cuidemos daqueles que nos foram confiados para ensinarmos, para que não haja um enfraquecimento de seus valores morais e éticos.


Vencendo a tentação
O termo tentação está sempre presente na vida do cristão. Satanás utiliza-se de meios e táticas, cada vez mais sutis, para tentar o povo de Deus. Como a serpente enrola-se e espreita par a dar o bote, assim tem feito dia após dia.

Os recursos divinos disponíveis para vencermos as tentações são: a vigilância, a oração, a fé, a Palavra de Deus e o Poder do Espírito Santo.
A tentação é um convite e uma instigação para o pecado e possui basicamente três origens: a carne, o mundo, e o diabo. Mas cabe a nós resistir, não aceitando desobedecer a Deus.

A Bíblia nos afirma:“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” (1 Co 10.13 – ARA).

Isto quer dizer que a tentação que nos sobrevém pode ser resistida, Deus não deixa sermos tentados acima de nossas forças. Então quando pecamos é porque cedemos, sem usar da reseva que Deus nos dá.

Não importa quão propicio ou lucrativo possa nos parecer um ato desonesto, devemos resistir, sabendo que conseqüências desastrosas virão sobre nossas vidas.
Uma das conseqüências é a perda da imagem de pessoa honesta, à partir da primeira desonestidade descoberta, os que nos conhecem perderão a confiança em nós, e será muito difícil reconquista-la novamente.


Decida seguir o caminho certo
A busca por um padrão de vida honesto e ético deve, portanto constituir-se no alvo de cada crente, sabendo que ele (a) tem responsabilidade para com Deus, e a Igreja.
A vida do cristão tem muito a ver com as suas relações com o mundo.
Deve haver uma relação harmônica entre o que cremos e o que praticamos

O cristão é um ser social como os demais seres humanos, logo temos uma vida ligada aos nossos semelhantes sob vários aspectos. Devemos agir com sabedoria, buscando agir com compreensão, bom relacionamento, cooperativismo, etc. Porém, de forma que sempre procuremos mostrar Jesus aos homens, vivendo como Ele viveria se estivesse em nosso lugar.

O Evangelho de Cristo é a base legitima de toda a ética e moral, isso em todos os sentidos.
Podemos através de nosso viver cotidiano impor aos que nos cercam, a mor al, os bons costumes, a honestidade, a solidariedade, o perdão, e ao amor – influenciando e trazendo benefícios aos nossos familiares, amigos, vizinhos e colegas de escola e trabalho.

Através de nosso viver vidas prenderão o que ser digno, honesto e confiável. Desejarão ser como nós, se assim agirmos verdadeiramente seremos “Sal da terra e Luz do mundo” (Mt 5.13,14).


Conclusão
Os hábitos contraídos por alguém trazem como conseqüências marcas no seu caráter.
A desonestidade resulta em grandes marcas na vida de quem a toma para pautar seus passos.

Honestidade é algo que devemos a nós mesmos, mais do que aos outros. Ser honesto é ser fiel consigo mesmo, com Deus e com o teu próximo.

A prática de hábitos saudáveis e honestos, irão formar naqueles que os praticam um caráter equilibrado, e um modelo de personalidade, aprimorando a vida moral do praticante, salientando-lhe também as virtudes espirituais.
Toda a glória do Evangelho está relacionada com a vida exemplar do cristão.
Vivamos, pois de forma que nossa vida venha a glorificar à Deus.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O RESGATE DO PASTOREIO

O RESGATE DO PASTOREIO

Por Nelson Bomilcar


Os referenciais neotestamentários da qualificação e trabalho pastoral foram sendo substituídos pelos modelos de gestão empresarial e mercado corporativo.


Nas duas últimas décadas, o foco do pastorado tem mudado muito na realidade da Igreja, dentro ou fora do Brasil. Esta não é uma percepção nova ou inédita. As igrejas locais foram perdendo seu aspecto pessoal e comunitário, ao mesmo tempo em que se fortaleciam mais como estruturas eclesiásticas em expansão. A opção preferencial foi pelo crescimento, ampliando a membresia e a captação de recursos; as congregações tornaram-se grandes organizações, capazes de bancar seus projetos. Essa abordagem não deseja ser pueril ou ingênua, mas constatar o quadro com que temos nos defrontado, tentando enxergar caminhos.


Os referenciais neotestamentários da qualificação e trabalho pastoral à luz de uma nova realidade foram sendo substituídos pelos modelos de gestão empresarial e mercado corporativo. Gestão pressupõe o cuidado e organização, no seu aspecto mais positivo. É verdade que, na história da prática da vocação pastoral, outras ênfases também foram alimentadas em função do contexto da época que a Igreja estava vivendo. As denominações históricas, pentecostais e até as neopentecostais foram refletindo esse aspecto em sua maneira de ser e se estabelecer, buscando padrões e caminhos ora semelhantes nas bases e ênfases, ora bem diferentes e distantes no conteúdo e no que desejam ser.


Tornou-se evidente que, em nossa realidade contemporânea, as relações pastor-ovelha e pastor-igreja passaram a ser redefinidas em outras bases e expectativas. Somos esmagados dentro de uma sociedade de consumo ávida por encantar e escravizar nossa mente e coração. O desejo de ver a igreja numa perspectiva de megacrescimento, com o consequente aumento de patrimônio, visibilidade, poder e influência na sociedade, seduziu e tomou conta dos que dão os rumos na comunidade local. Esse processo alimenta o ego de alguns e gera uma espiritualidade distorcida e abafa insatisfações com suas próprias limitações e frustrações pessoais e profissionais, projetado no sonho da igreja corporativa – o que sufoca o grito ou pedido de socorro constante que vamos encontrando no Brasil por pastoreio.


Pastores não são mais encorajados na oração, meditação da Palavra, serviço abnegado e doação para a missão da Igreja. Líderes de comunidades locais são cobrados muito mais pelo seu desempenho, capacidade administrativa e liderança ao estilo empresarial do que por sua presença, cuidado, ensino e discipulado junto às ovelhas. Nos dias de hoje, ter visão ministerial, comunitária e missionária coerente com o Evangelho parece ser dispensável – tanto, que os chamados “perfis” dos pastores procurados pelas igrejas incluem muito mais capacidade gerencial do que piedade cristã. Pouco consideradas são as qualificações relatadas nas cartas de Paulo a Tito e Timóteo, isto é, que o pastor tenha qualificações como integridade, caráter, ética, equilíbrio familiar, vida de oração e voluntariado para o serviço, que maneje bem a Palavra da verdade e que ame suas ovelhas, dedicando tempo a elas. Impressiona ver os próprios mestres e pastores submetendo-se sem resistência a este quadro de requisitos impostos pela igreja-empresa – talvez, porque este seja um caminho de sobrevivência e sustento, e ninguém, afinal, quer lutar contra este novo “status quo” e arriscar o emprego.


Os resultados desse panorama preocupante estão aí e não podemos ignorá-los. As comunidades locais têm visto uma evasão contínua de membros. São crentes que não receberam cuidados e não estão equipados para toda a boa obra, que engordam as fileiras do segmento dos “sem igreja”. Os pastores-gestores e as lideranças denominacionais acabaram terceirizando o cuidado do rebanho, deixando uma lacuna enorme de contato com as pessoas de carne e osso. Uma consequência disso é que as ovelhas saem aos montes pelas portas dos fundos do aprisco onde congregam, já que o pastoreio não é realizado – lembrando que cuidar de gente deve ser tarefa de todo cristão, a não apenas por pastores e líderes.


O incentivo ao cultivo da fé em todas as dimensões relacionais que temos – com Deus, com a família, a sociedade e conosco mesmos – vai sendo esquecida ou negligenciada. Uma realidade que nos traz questões difíceis de serem resolvidas no dia a dia; e não temos respostas prontas para atender a contento todas as demandas. O que precisamos é, corajosamente, revisitar as bases da vocação pastoral e resgatar os cuidados do rebanho enfatizados nos evangelhos e na vida de Jesus. Assim, teremos o necessário para a implantação do Reino de Deus na nossa vida comunitária.

Fonte: A Igreja ao Gosto do Freguês

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O PODER DA INFLUÊNCIA

Pr. Elias Crôce

O CRENTE COMO ÁRVORE FRUTÍFERA EXERCE O PODER DA INFLUÊNCIA. “... Não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1).

O que é uma influência? É inspirar, incutir, entusiasmar, excitar, sugestionar, induzir, predominar, etc. Esse primeiro versículo do Salmo Primeiro nos inspira a pensar também a respeito das influências. Essas palavras: “... Não anda... nem se detém... e nem se assenta...”, nos revelam que um cristão convicto não deveria sofrer influência dos ímpios, mas, ser uma influência cristã positiva. Lamentavelmente, temos tido o desprazer de contemplar influências contraditórias e “des-cristãs”. É meio absurdo, mas muitos cristãos tornaram-se “des-cristãos”, motivados por influências oriundas dos ímpios e do “curso deste mundo” (Ef 2.2).

I Tipos de influências: É necessário delinear, perscrutar as influências, pois elas podem ser sugestionadas ou pressionadas sobre nós. É difícil se livrar de certas influências, a não ser que o indivíduo esteja bem posicionado a cerca de seus ideais. Existem aquelas que se recebe com deleites porque pertencem aos ideais de quem as recebem, entretanto, é muito comum a contaminação de uma má influência. Vejamos algumas, mas a lista é imensa:

1. As influências de nossa própria carne (Gl 5.19,2-21). Essa é uma questão da natureza caída do homem. Paulo faz uma descrição em Aos Romanos 7 sobre a guerra entre as duas naturezas. Existe uma tendência para o mal no próprio homem, embora o mesmo se esforce para praticar o bem. A Palavra de Deus nos informa que essa tendência é o pecado (Rm 3.23; 6.23). Assim sendo, somos vítimas de nossa própria carne que carrega sobre si uma inclinação pecaminosa (Rm 5.12). Só há um escape para livrarmo-nos desses quesitos maléficos, esse escape é a Salvação em Cristo Jesus (Mt 11.28,29).

2. As influências do mundo. Quando nos referimos sobre as influências da carne, falamos a respeito do mal que vem de dentro de nós mesmo. Isto é, o inimigo que se instalou dentro de nossa própria casa (corpo), como efeito da queda adâmica. Portanto, concernente as “influências do mundo”, refiro-me ao inimigo que está do lado de fora, incitando e sugestionando ao parceiro interno para que deixe sempre a porta aberta. O sistema do mundo é a abrangência de atividades malignas já instaladas, denominada como “curso deste mundo”, que tem como comandante: ”O príncipe das potestades do ar” (Ef 2.2). É difícil se livrar dessas influências, a não ser que a pessoa seja realmente convertida. Essa influência está em toda sociedade, na mídia, nos livros, nas universidades, na s políticas etc., enfim, no sistema de vida que cunharam para si. Jesus nos advertiu que o mundo jaz no maligno (Jo 14.30; 1 Jo 2.15, 15).

3. As influências do maligno. Veja como são as coisas. Quantos tipos de influências o inimigo tem a seu favor para manter os homens distantes de Deus: A carne, o mundo e ele mesmo. Seu estilo de ação é usar todos os meios que lhes estão disponíveis temporariamente. Sendo ele o “príncipe deste mundo” como Jesus salientou, fica fácil usar o sistema que ele mesmo engendrou para distanciar as pessoas do Senhor. Acho importante salientar esses princípios, pelo fato de que se não “vigiarmos” em todo o tempo, podemos até mesmo entrar por uma estrada ou decisões que tenha a estampa de ótimas, ou porque todo mundo está entrando, ou usando, e mesmo assim ser uma estratégia maligna para que tais pessoas possam imaginar que seja um bom caminho, mas, o seu fim é destruição. O que fica muito claro é que não há escapatória além dos ensinos de Cristo. Jesus é a ÚNICA VERDADE SALVÍFICA (Jo 14.6).

4. A Influência Cristã. Apesar do mundo exercer o seu poder de influência através do seu comandante, Jesus lhe deu um basta através de Sua própria vida. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). A Igreja (Eclesia) é chamada de “separados”, o povo de Deus vive no mundo, mas não é do mundo. Jesus colocou o céu dentro de cada um de nós. Ele mesmo disse: “... Se alguém me ama, guardará a minha Palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14.23). Deu-nos o mandamento: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura (Mc 16.15)”. Enquanto estamos aqui, embora haja uma influência maligna imperante, somos chamados para ser uma influência cristã e abençoadora na vida de todos aqueles que nos cercam. O sistema usa todo o tipo de perversidade contra nós, mas estamos com a cobertura de Cristo Jesus e seu sangue derramado na Cruz. Ele enviou o seu Espírito Santo para nos capacitar. Acredito piamente que o fato de conhecer a Jesus e ter tido uma experiência profunda com Ele, nada nos separará de seu poder, bem como da capacidade exercer a boa influência entre aqueles que nos cercam. Podemos citar aqui o Salmo Primeiro mais uma vez: “Pois será como árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual da o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem e tudo quanto fizer prosperará...” (Sl 1.3).

II Cultivando nossa capacidade de influenciar. Todos nós temos o poder de influenciar. Já nascemos com ele e o desenvolvemos com o passar dos anos. Não há liderança sem influência. Como líderes cristãos, precisamos ser uma boa influência, compartilhando a influência que JESUS tem em nós. Precisamos realmente ter uma influência positiva e abençoadora na vida das pessoas que nos cercam daí a grande necessidade de se ter uma profunda experiência com Deus.

1. O cristão como formador de opinião. Estamos cercados de diversos formadores de opinião. Esta formação cresce através de comentários, observações e realizações de uma pessoa ou de um sistema. Logicamente, o sistema do mundo é criar perseverantemente os seus formadores de opinião motivados pelo “Príncipe deste mundo”. Entretanto, no meio desses estão os cristãos, fiéis seguidores de Cristo, que pautam suas vidas na Bíblia Sagrada, livro de regra de fé e prática. Para isto, meditam na Palavra do SENHOR, dia e noite e se caracterizam como BEM-AVENTURADOS (Sl 1.1).

a) O cristão pode formar opinião através de sua própria vida. Sua forma de viver, principalmente não se conformando com este mundo. Não se inclinando aos ditames do mundo, que perversamente impõe suas normas, seus costumes e modas etc. Essa imposição é tão massificante, que ficar fora dela ou discordar, pode ser taxado de alienado ou atrasado. O cristão, embora ainda neste mundo, sabe discernir aquilo que é conveniente para sua vida, e sua maneira de viver vai sendo uma influência por onde passa, pois a Bênção do SENHOR o acompanha sempre.

2. O Cristão como Formador de Opinião é Abençoador. Podemos tomar o exemplo da vida de José, que embora sendo desprezado, vendido e dado como morto ao seu pai pelos seus maldosos irmãos, não se tornou vingativo, nem frustrado; mas mesmo com todo esse descaso, por onde passava, abençoava o lugar, as pessoas, e revertia as situações difíceis em grandes vitórias e Deus era glorificado em tudo que fazia. Deus designou Abraão a ser uma benção na Terra: ...”Sê tu uma Benção”. Como abençoadores, temos a presença de Deus dentro de nós, intercedemos pela nação, governantes, vizinhos e até pelos nossos inimigos. Se de fato exercemos o cristianismo, sempre deixaremos as marcas de bênção e vitórias por onde passarmos e tais marcas serão visíveis aos observadores, pois: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR” (Sl 37.23).

3. O Cristão como Formador de Opinião é Cultivador das Boas Coisas. Aqui podemos salientar a ética cristã, que se relaciona com o comportamento, a forma de viver. Nesse item, podemos arrolar sinteticamente alguns princípios tais como: O cristão presa pela verdade, honestidade, amor, bondade e justiça. A sociedade já percebeu e fez a leitura do comportamento de quem serve a Deus. Essa pessoa não se embriaga, não se ensoberbece, pratica a mansidão e não se envolve em confusões. As armas dos cristãos não são carnais, mesmo que sejam atacados por elas, mas possuem armas espirituais, dadas por Deus. Faz-nos lembrar a leitura que a Sunamita fez do Profeta Eliseu que passava em frente sua casa. Ao observá-lo, comentou com o seu marido: “vejo que esse homem que passa por nós é um santo homem de Deus”. Somos chamados a inspirar homens e mulheres na prática do bem e do caminho cristão.

III Exemplos de boas Influências na Bíblia.

1. O Patriarca Abraão (Gn 12). Estudando a vida de Abraão, vemos que por onde passava, deixava a sua marca de adorador. Sempre estava levantando altares. Naquela ocasião, ele era o referencial de Deus para as nações. Por onde Abraão passava, todos sabiam que ele servia ao SENHOR. Todos viam que o SENHOR o abençoava abundantemente. Suas palavras eram sempre proféticas. Abraão foi crescendo em experiências com Deus até se tornar o Pai na fé de todos os que creme em Deus.

2. O Patriarca Isaque (Gn 26). Lendo este capítulo, logo percebemos que Isaque em sua fase de crescimento ia fazendo proezas por onde passava. Entretanto, vemos que a obediência a Deus foi fundamental para que fosse bem sucedido. Isaque tinha intenção de ir ao Egito, motivado pela fome que havia na terra, mas Deus interveio, e lhe dirigiu a ficar na Terra de Gerar. O SENHOR lhe apareceu e lhe disse: Não desça ao Egito. Habita na Terra que eu te disser. “Peregrina nesta Terra, e serei contigo e te abençoarei...” (Gn 26.2,3). A história deste Patriarca foi enriquecedora. Por onde passava Deus lhe dava prosperidade. Mesmo quando convidado a deixar aquela terra, indo um pouco mais adiante, desentulhava os poços, que ninguém acreditava mais que poderia jorrar água, seus inimigos faziam pressão e se apossava daquilo que lhe pertencia. Deixava-os e ia mais adiante e Deus sempre lhe abençoava. Foi tão abençoado e influenciador que na abertura do seu último poço, Deus lhe deu uma grande revelação e o nomeou como: REOBOTE, “Alargamento do Deus”. (Gn 26.22).

3. Daniel. Poderíamos usar diversos exemplos maravilhosos, mas vamos relembrar de mais um dos quais muito admiro, refiro-me a Daniel. “E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar” (Dn 1.8). Apesar de Daniel e seus companheiros estarem numa nação completamente diferente, com costumes e deuses que eram adorados, mesmo assim conservou-se fiel ao seu Deus. Essa fidelidade poderia custar-lhe a vida, como ocorreu. Daniel teve a hombridade de continuar sendo fiel a Deus e ia exercendo sua influência numa nação que se achava soberana e atribuía essa soberania a seus deuses. Deus o exaltou e o colocou com terceiro naquele reino, por causa de sua fidelidade, e perseverança na oração. Toda a nação ficou conhecendo Daniel como um homem de Deus. Ele e seus companheiros influenciaram os reis da Babilônia. Nessa linha podemos citar: Mardoqueu, Ester, e tantos outros que brilharam deixando seus belos legados. Deus nos chamou para deixar nossa boa influência nesse século.

Conclusão. Com a influência vem a responsabilidade. É como aquela famosa frase: “És eternamente responsável por aquele a quem cativas”. Somos responsáveis por aqueles que influenciamos. Por isso avalie o quanto você tem acompanhados seus liderados e o quanto sua influência tem sido benéfica na vida deles. Influencie! Como cristão você precisa fazer isso. E para que o faça de maneira correta, permita ser influenciado pelo exemplo de Cristo e pela ação do Espírito Santo.


Fonte: http://pastoreliascroce.blogspot.com/2011/03/poder-da-influencia.html

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ninguém vem ao Pai a não ser por mim

"Ninguém vai ao Pai sem passar por mim"
Agostinho (354-430)

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida." Cristo parece dizer-nos: "Por onde queres passar? Eu sou o caminho. Onde queres chegar? Eu sou a verdade. Onde queres ficar? Eu sou a vida." Caminhemos pois em plena segurança por este caminho; e, fora do caminho, cuidado com as armadilhas, porque, dentro do caminho, o inimigo não ousa atacar - o caminho é Cristo - mas fora do caminho ele monta os seus ardis...


O nosso caminho é Cristo na sua humildade; o Cristo verdade e vida é Cristo na sua grandeza, na sua divindade. Se seguires o caminho da humildade, chegarás ao Altíssimo; se, na tua fraqueza, não desprezares a humildade, permanecerás cheio de força no Altíssimo. Porque é que Cristo tomou o caminho da humildade? Foi por causa da tua fraqueza que estava ali como obstáculo intransponível; foi para te libertar dela que tão grande médico veio a ti. Não podias ir até ele; ele veio até ti. Veio ensinar-te a humildade, esse caminho de regresso, porque era o orgulho que nos impedia de retornar à vida que ele mesmo nos tinha feito perder...


Então, Jesus, tornando-se nosso caminho, grita-nos: "Entrai pela porta estreita!" (Mt 7,13). O homem esforça-se por entrar mas o inchaço do orgulho impede-nos de tal. Aceitemos o remédio da humildade, bebamos esse medicamento amargo mas salutar... O homem inchado de orgulho pergunta: "Como poderei entrar?" Cristo responde: "Eu sou o caminho, entra por mim. Eu sou a porta (Jo 10,7), porquê procurar noutro sítio?" Para que não te percas, ele fez-se tudo por ti e diz-te: "Sê humilde, sê manso" (Mt 11,29).


Fonte: [O Principal dos Pecadores]

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CUIDANDO DE NOSSO CRESCIMENTO ESPIRITUAL
Pr. Elias Crôce
Subindo a escada de Jacó...

“ E Sonhou: e eis era posta na terra uma escada cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos subiam e desciam por ela” (Gn 28.12).

Nesta manhã quando você olhou no espelho, o que viu? A mesma pessoa que começou no ano que se passou? Cresceu um pouco? Está com aspecto mais distinto? Chegou mais perto de Jesus nos 365 dias que se passaram? Adquiriu maior robustez física? Mental? Espiritual?

E como será neste mesmo dia do próximo ano? Como você será então? Daqui cinco anos? Daqui a dez? Daqui a vinte ou trinta? Que tal daqui a um milhão de anos? Que espécie de pessoa você gostaria de ser?

São as decisões que fazer agora que determinarão como você será no futuro. Tudo depende do seu progresso, de seu crescimento. Esse é o processo de como crescemos:

1. O crescimento físico. Crescer fisicamente não é complicado. A pessoa não precisa pensar cada manhã: “Quanto preciso crescer hoje?” Se você fizer o que o SENHOR diz ser o melhor para seu corpo, o crescimento físico sempre se processa naturalmente. Mas o crescimento do corpo tem limites. Se todos os membros da família forem de estatura pequena, você terá pouca possibilidade de ficar uma pessoa alta, não importa o que você coma ou quanto exercício físico faça.

2. O Crescimento intelectual. Já com o crescimento mental e intelectual não é automático como o físico. A aquisição de uma mente bem aguda requer esforço por parte da pessoa. Mas ainda que você estude com afinco, pode ser que não se torne um gigante de agilidade mental, pois poderá não estar usando o material adequado para tanto. Isto é, você pode crescer, mas sempre verificará determinados limites...

3. O Crescimento espiritual. O crescimento espiritual é mais diferente ainda, porque ele não tem limites. Deus dá a você a possibilidade de crescer espiritualmente tanto quanto queira. Com seu auxílio você pode se tornar um “gigante” espiritual. De todos os tipos de crescimento, este é o mais importante.

A falta de crescimento espiritual poderá levar você a fazer coisas erradas durante toda a sua vida. A falta de desenvolvimento espiritual faz que a vida da pessoa fique circunscrita exclusivamente a Terra.

Jacó sonhou que via uma escada cuja base descasava na Terra, mas cujo topo chegava até o céu. A escada representa JESUS. Jacó compreendeu que para absorver em sua vida uma experiência crescente com Deus era necessário subir a escada... Como Jacó, precisamos subir a escada mediante diário crescimento espiritual e desenvolvimento de caráter...

Esta experiência de ascensão abre para nós horizontes tão vastos que nos conduzem à felicidade aqui Terra e na vida eterna, nosso supremo alvo. Cresça fisicamente e intelectualmente, mas jamais deixe de crescer espiritualmente... Suba a escada até ao seu topo, porque lá está DEUS. Suba pelo menos um degrau por dia, quando chegar o final do próximo ano, subistes 365 degraus...

Fonte: http://pastoreliascroce.blogspot.com/